Domingo, 01 de Novembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Polícia Domingo, 01 de Novembro de 2026, 16:47 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Domingo, 01 de Novembro de 2026, 16h:47 - A | A

VIOLÊNCIA POLÍTICA

Uma semana após segundo turno, MT tem saldo de morte, tiroteio e atropelamento

Casos registrados após o segundo turno incluem a morte de um policial civil, disparos durante comemoração eleitoral e denúncias de ataques contra apoiadores de Lula; investigações buscam esclarecer as circunstâncias

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

REPRODUÇÃO/MONTAGEM HiperNotícias

Uma semana após segundo turno, MT tem saldo de morte, tiroteio e atropelamento

O resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, foi seguido por uma série de ocorrências policiais em Mato Grosso. Entre os casos registrados estão a morte de um policial civil em Campo Novo do Parecis, disparos durante uma comemoração em General Carneiro, um atropelamento em Cáceres e um tiroteio em Porto Esperidião. Em paralelo, denúncias de ameaças e perseguição política ganharam repercussão no estado.

Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em General Carneiro, onde o vereador Marcos Aurélio Bento Pena (MDB), bombeiro militar da reserva, foi preso após disparos durante uma comemoração da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso aconteceu na noite de domingo (25), nas proximidades de uma lanchonete. Uma mulher ficou ferida, e a Polícia Militar negociou por cerca de 50 minutos até a rendição do parlamentar.

O vereador alegou que havia efetuado disparos para o alto com uma arma de pressão e foi liberado após o pagamento de fiança de R$ 1 mil. A ocorrência passou a ser investigada pelas autoridades. A Câmara Municipal de General Carneiro divulgou nota de repúdio à violência e defendeu a apuração dos fatos.

POLICIAL CIVIL É MORTO EM CAMPO NOVO DO PARECIS

Em Campo Novo do Parecis, o policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, foi morto a tiros na noite de domingo (25), em frente a um supermercado. O suspeito foi localizado e preso temporariamente em uma fazenda de Brasnorte na segunda-feira (26).

Segundo informações divulgadas sobre o caso, o investigado teria questionado a presença de pessoas ligadas a determinado partido antes dos disparos. Em depoimento preliminar, porém, afirmou que não pretendia atingir o policial e que os tiros foram direcionados a um aparelho de som.

A motivação e as circunstâncias do crime continuavam sob investigação nas informações reunidas para esta retrospectiva. A apuração deveria esclarecer a dinâmica do ataque e a eventual relação com divergências políticas.

MULHER SOFRE FRATURA APÓS ATROPELAMENTO

Em Cáceres, uma mulher de 49 anos sofreu fraturas no rosto depois de ser atropelada durante uma celebração da vitória de Lula, nas proximidades da Praça Barão do Rio Branco. O motorista deixou o local sem prestar socorro.

A vítima foi atendida e encaminhada para avaliação médica. Exames identificaram fraturas na região do seio maxilar e no assoalho da órbita esquerda. Uma testemunha relatou à polícia que o atropelamento pareceu intencional, mas essa hipótese não estava confirmada.

O caso foi registrado como lesão corporal e omissão de socorro. A polícia realizou diligências e solicitou a verificação de imagens de câmeras do sistema Vigia Mais MT. Até a publicação da reportagem que integra o levantamento, o veículo ainda não havia sido localizado.

TIROTEIO EM PORTO ESPERIDIÃO

Outro caso grave ocorreu em Porto Esperidião, onde uma briga em um posto de combustíveis terminou com a morte de Anderson Bolandin e outras pessoas feridas por disparos. O confronto aconteceu durante um ato bolsonarista, mas a Polícia Civil informou que não identificou relação entre o episódio e a disputa eleitoral.

A investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, depoimentos e perícias. Dois suspeitos foram identificados e passaram a ser procurados por suspeita de participação nos disparos. A responsabilização criminal depende da apuração e da análise judicial das provas.

A distinção é importante porque a coincidência entre o episódio e uma manifestação política não comprova, por si só, que o crime tenha sido motivado por divergência eleitoral.

OCORRÊNCIAS NA VOTAÇÃO

Durante o segundo turno, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) informou, em boletim parcial divulgado em 25 de outubro, o registro de 12 ocorrências policiais, com dez pessoas conduzidas pela Polícia Militar. Dez registros foram classificados como desordem e dois envolveram danos a uma urna eletrônica.

O boletim também apontou seis intercorrências relacionadas à falta de energia e a necessidade de substituição de 24 urnas eletrônicas. Os registros policiais foram identificados em Água Boa, Cuiabá, Novo São Joaquim, Peixoto de Azevedo, Sorriso e Várzea Grande.

Os casos posteriores ao resultado eleitoral, por sua vez, ampliaram a preocupação com episódios de violência e intolerância no estado. As investigações devem esclarecer as circunstâncias de cada ocorrência, sem antecipar responsabilidades ou atribuir motivação política quando ela ainda não estiver comprovada.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros