Um homem de 26 anos apontado pela Polícia Civil como responsável por cobrar valores relacionados ao tráfico de drogas em Cáceres (a 220 Km de Cuiabá) foi preso em flagrante nesta sexta-feira (14), durante a segunda fase da Operação Coroa Quebrada. A investigação também identificou que o filho de uma mulher apontada como integrante da facção teria usado o período em que estava preso para cooptar detentos e organizar a venda de drogas dentro da unidade prisional.
A nova etapa da operação foi deflagrada para investigar crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, o homem preso exercia dentro da estrutura criminosa a função conhecida como “recolhe”, responsável pelas cobranças relacionadas à comercialização de entorpecentes na cidade.
Durante o cumprimento do mandado na casa dele, os policiais também localizaram um rifle calibre 7.62 e 42 munições. O suspeito acabou autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
As novas apurações tiveram origem na prisão de Amanda Kess Aguilhera Pereira, de 45 anos, ocorrida em 7 de abril durante a primeira fase da Operação Coroa Quebrada.
Amanda é apontada pela investigação como integrante operacional de uma facção criminosa com atuação em Cáceres. Conforme a Polícia Civil, ela participava da comercialização de drogas na cidade e mantinha contato com outros integrantes da organização.
A partir das informações reunidas no decorrer da investigação, os policiais chegaram a outros suspeitos e identificaram diferentes funções desempenhadas dentro da estrutura criminosa.
Um dos pontos investigados envolve o filho de Amanda. Conforme a Polícia Civil, durante o período em que ele estava preso no Centro de Detenção de Pontes e Lacerda, o suspeito teria aproveitado o contato com outros detentos para cooptá-los para a facção.
Ainda segundo as apurações, ele também solicitava que drogas fossem levadas para dentro da unidade com o objetivo de serem revendidas aos demais presos.
A partir dessas informações, a Polícia Civil representou pela realização de buscas nas residências do homem apontado como responsável pelas cobranças e do filho de Amanda. Os mandados foram autorizados pela Justiça.
A segunda fase da Coroa Quebrada faz parte do desdobramento das investigações sobre a atuação da facção em Cáceres.
A Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar outros integrantes e esclarecer a participação de cada investigado nas atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico.
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