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Esportes Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026, 21:30 - A | A

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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026, 21h:30 - A | A

CBV adota regra do COI e pode impedir Tifanny de jogar a Superliga Feminina

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), publicou, nesta sexta-feira, sua nova política de elegibilidade de atletas para competições femininas da modalidade. A medida deve trazer algumas mudanças para o esporte nacional e pode impossibilitar que a oposta Tifanny Abreu siga atuando no País.

A regra adotada pela CBV determina que a prática dos torneios da categoria feminina sejam exclusivos para as atletas que possuem o sexo biológico feminino. A ação está alinhada com os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

De acordo com o comunicado divulgado pela entidade, a verificação será realizada por meio da testagem e triagem do gene SRY, podendo ter exceções somente em "condições excepcionais previstas na política da entidade".

"A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa", segundo o médico João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol.

"A decisão da CBV deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais", argumentou Radamés Lattari, presidente da CBV.

DECISÃO DA CBV PODE AFETAR O FUTURO DE TIFANNY NO VÔLEI
Na última temporada, Tifanny, do Osasco, foi a única atleta transexual a participar da Superliga Feminina. Ela concluiu sua transição de gênero e fez sua estreia na categoria em 2017, após receber permissão da FIVB.

Após passar pelo vôlei italiano, a oposta de 41 anos voltou ao Brasil e iniciou sua trajetória no Sesi Bauru. Ela joga pelo Osasco desde 2021 e tem um título da Superliga e quatro Campeonatos Paulistas, além de um vice-campeonato no Sul-Americano e um terceiro lugar no Mundial de Clubes.

Com a política em vigor já a partir da temporada 2026/2027, Tifanny pode ser impedida de entrar em quadra, já que não nasceu com sexo biológico feminino e, agora, não cumpre mais os critérios de elegibilidade.

Em nota, o Osasco repudiou a decisão da CBV e afirmou que mudança foi realizada sem qualquer participação ou opinião prévia da equipe paulista.

"O clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história", escreveu o time em comunicado divulgado nas redes sociais.

A política já entra em vigor também na Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.

(Com Agência Estado)

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