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Polícia Sábado, 15 de Junho de 2024, 08:07 - A | A

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Sábado, 15 de Junho de 2024, 08h:07 - A | A

TELEFÔNICO E BANCÁRIO

Quebra de sigilos de policial é aguardada para verificar possível "acordo" por morte de idoso

No último dia 7, os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão, além de outras medidas judiciais; a ordem levou aos aparelhos celulares de todos os investigados

SABRINA VENTRESQUI
Da Redação

A Polícia Civil aguarda o resultado da quebra de sigilo bancário e telefônico do investigador Jeovanio Vidal Griebe e do cunhado dele, que não teve o nome divulgado, para apurar se houve algum tipo de acordo prévio entre os dois para ‘tirar de circulação’ o idoso João Antônio Pinto, de 87 anos. João Pinto foi morto ao reagir a uma abordagem feita por Jeovanio, em 23 fevereiro deste ano, no Contorno Leste, em Cuiabá. 

LEIA MAIS: Policial civil que é investigado pela morte de idoso no Contorno Leste é alvo de operação

No último dia 7, os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão, além de outras medidas judiciais. A ordem de busca e apreensão levou aos aparelhos celulares de todos os investigados. 

As análises bancárias e telefônicas permitião que a investigação averigue se houve algum tipo de pagamento do cunhado para o agente ou desavença entre o cunhado e o idoso que pudesse enquadrar a ocorrência como homicídio doloso. No entanto, até o momento, o caso é tratado como legítima defesa, uma vez que João Pinto estava armado e tinha duas armas ilegais. 

O laudo determinará se as investigações continuam ou se serão encerradas. Como o inquérito ainda não foi concluído, não é possível adiantar se o investigador será indiciado por algum crime. Ele está afastado de suas funções na instituição e é alvo de procedimento administrativo disciplinar (PAD) pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, que apura supostas práticas de homicídio, falsidade ideológica, improbidade administrativa, além de diversas infrações administrativas imputadas ao policial.

LEIA MAIS: Laudo atesta que investigador estava a 12 metros de distância quando matou idoso; veja vídeo

O QUE DIZ O LAUDO PERICIAL DO CONFRONTO

O disparo que matou o idoso João Antônio Pinto em um hangar no Contorno Leste, em Cuiabá, foi feito pelo investigador a 12 metros de distância, de acordo com o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica. Uma cápsula da pistola 9 mm usada no crime foi encontrada na grama, em frente a um galpão, onde a vítima foi alvejada.

No documento, o perito descreveu como aconteceu a dinâmica da troca de tiros. Ele acredita que João tenha sido baleado enquanto carregava sua pistola Taurus TS9, também de 9mm. O idoso foi atingido por dois disparos, um na cabeça e outro no tórax.

“Um atirador posicionado fora do galpão efetuou ao menos 01(um) tiro a distância para o interior do galpão que acertou o cadáver, na região anterior direita do corpo, no momento que mesmo se encontrava de frente e lateralizado em relação ao atirador, estando a porção direita do cadáver mais a frente”, traz trecho do documento.

RELEMBRE O CASO

João Antônio Pinto morreu em confronto com policiais da Delegacia de Estelionato no dia 23 de fevereiro, em Cuiabá. Os investigadores foram entregar uma intimação para o homem, quando ele acabou reagindo.

De acordo com informações iniciais, o idoso estaria recebendo diversas denúncias contra ele por perturbação e tentativa de invasão de terras na região do Contorno Leste.

Os investigadores foram descaracterizados, mas, quando se identificaram como policiais, o idoso atirou contra os investigadores, que reagiram e acabaram acertando o homem. Uma equipe médica ainda foi acionada até o local, mas ele acabou não resistindo aos ferimentos. 

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