Segundo a polícia, um sargento e um soldado estavam fazendo o patrulhamento pela rua 4 no Jardim Perla e abordaram Mello e outro rapaz em uma praça conhecida pelo tráfico e consumo de drogas.
Após ser abordado, o lutador teria hostilizado o sargento com "comportamento agressivo". Os policiais deram ordem para que eles colocassem as mãos na cabeça enquanto realizavam a busca pessoal. Ao questionar se estavam portando drogas, o lutador retirou do bolso um cigarro de maconha e jogou no chão. O soldado seguiu com a busca e Natanael teria reagido, feito ameaças e dado socos no militar, que usou o dispositivo de eletrochoque para contê-lo.
O boletim de ocorrência informa que mesmo atingido, o boxeador continuou a agredir o soldado, que sofreu ferimentos no nariz e no olho esquerdo. Em seguida, o sargento, então, sacou uma espingarda com bala de borracha e deu ordem de parada. No entanto, Mello continuou a lutar, tentou agarrar a arma e foi contido ao levar quatro tiros com munição letal.
O boxeador foi levado para a UPA Teresópolis, mas não resistiu aos ferimentos. No total, quatro disparos atingiram abdômen, tórax, flanco e braço.
Ainda de acordo com a polícia, a mãe do lutador esteve na unidade de saúde e relatou à PM que o filho era lutador de boxe amador, tinha depressão e usava medicamentos controlados, mas havia interrompido o tratamento da doença por conta própria. Sem especificar, a mulher também disse que ele usava drogas.
A testemunha que estava com Natanael afirmou no boletim de ocorrência que os dois tinham acabado de comprar maconha para consumo e confirmou que o amigo ofendeu os militares e resistiu à abordagem. O corpo de Natanael foi encaminhado para o Posto Médico Legal, em Betim, para exame de necropsia.
(Com Agência Estado)
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