A perícia concluiu nesta sexta-feira (26) que o incêndio que destruiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, no dia 17 de junho, foi provocado por um fenômeno termoelétrico na rede elétrica e não teve origem criminosa. A conclusão é da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que finalizou os levantamentos no local e liberou a área para continuidade das investigações da Polícia Civil.
De acordo com a Politec, a análise dos vestígios, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas permitiu identificar que o fogo começou na parte superior da câmara fria destinada ao armazenamento de alimentos congelados da merenda escolar.
Embora tenha sido possível determinar o ponto de origem do incêndio, os peritos informaram que não foi possível identificar o que provocou o fenômeno termoelétrico. Conforme a literatura técnica, esse tipo de ocorrência pode estar relacionado a sobrecarga elétrica, curto-circuito ou descarga elétrica contínua.
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O incêndio destruiu o prédio que abrigava a gerência de patrimônio e a Superintendência Operacional do Sistema Escolar, onde eram armazenados alimentos, materiais pedagógicos, equipamentos, móveis e outros insumos destinados às escolas da rede municipal.
Segundo o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, o fogo se espalhou rapidamente devido à grande quantidade de materiais combustíveis armazenados no galpão e à proximidade de dois veículos estacionados ao lado da câmara fria.
"Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta da grande quantidade de material combustível que existia dentro do prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio", explicou.
Durante os trabalhos periciais, equipes realizaram inspeções no interior da estrutura, análises laboratoriais dos vestígios coletados e vistorias aéreas com drones para mapear toda a área atingida.
Com a conclusão das análises no local, o imóvel foi liberado para a Polícia Civil dar sequência às investigações.
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O laudo pericial completo deverá ser concluído em até 30 dias. O documento reunirá a descrição técnica do local, os vestígios analisados, depoimentos de testemunhas, imagens das câmeras de monitoramento utilizadas para reconstruir a dinâmica do incêndio e o detalhamento dos danos provocados pelas chamas.
RESUMO DO CASO
O incêndio de grandes proporções atingiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande na noite de 17 de junho, destruindo completamente o galpão onde eram armazenados alimentos da merenda escolar, materiais pedagógicos, mobiliário, eletrodomésticos, aparelhos de ar-condicionado e equipamentos destinados às escolas da rede municipal.
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O episódio levou a prefeitura a decretar estado de calamidade administrativa por 180 dias, enquanto a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Politec iniciaram as investigações. Ao longo da apuração, surgiram especulações sobre uma possível ação criminosa, mas a perícia concluiu que o incêndio teve origem acidental, provocado por um fenômeno termoelétrico na fiação localizada sobre a câmara fria de alimentos congelados.
O laudo técnico completo será finalizado em até 30 dias.
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