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Polícia Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 11:08 - A | A

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Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 11h:08 - A | A

DENTRO DA DELEGACIA

Mulher foi estuprada quatro vezes por policial sob ameaças de morte contra sua filha

Vítima afirma que foi abusada após a audiência de custódia e pede mudança nos protocolos para prisões de mulheres

APARECIDO CARMO
Da Redação

A mulher que foi estuprada dentro de uma delegacia de Sorriso pelo investigador Manoel Batista da Silva, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, foi abusada quatro vezes entre as 18h do dia 9 de dezembro de 2025 e o amanhecer do dia 10. A informação é do advogado que representa a vítima, Walter Rapuano.

A vítima foi alvo de uma ordem de prisão temporária, cumprida no dia 8 de dezembro. No dia seguinte, 9 de dezembro, ela passou por audiência de custódia, que manteve a prisão. Após a audiência, ela precisou passar por exame de corpo de delito em uma unidade da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Quem a acompanhava era o investigador acusado.

Na sequência, ela foi levada de volta para a delegacia, onde pernoitaria antes de ser encaminhada para a cadeia feminina. Por volta das 18h, foi praticado o primeiro estupro. Horas depois aconteceu o segundo abuso.

Durante a madrugada ela voltou a ser estuprada e, dessa vez, o acusado ejaculou dentro da vítima. Ao amanhecer, ocorreu o quarto estupro.

"No modus operandi, o policial retirava a vítima da cela e a levava para uma sala vazia. Nas quatro ocasiões, o abusador ameaçou a vítima para que ela ficasse quieta e calada, senão mataria a sua filha menor", relata a nota enviada à imprensa pelo advogado.

Ainda naquele dia, a mulher foi transferida da delegacia para a Cadeia Feminina de Arenápolis. No dia seguinte, o próprio delegado do caso pediu a sua soltura para a Justiça por entender que ela era inocente. O alvará de soltura foi expedido no dia 11 de dezembro, quando ela foi colocada em liberdade. Foi nesse dia que ela contou o que havia acontecido para o seu advogado, que orientou que ela não tomasse banho para preservar vestígios do crime.

No dia 12, o advogado e a vítima procuraram a Promotoria de Sorriso, em sigilo. A mulher foi ouvida e encaminhada para um exame de corpo de delito, que identificou a presença de semem.

"A partir daí, o MP encaminhou o caso, em sigilo, para a delegada responsável, que colheu depoimentos de testemunhas e declarantes, coletou DNA dos policiais que estavam no plantão no dia e, em seguida, com a chegada do resultado positivo na última sexta (30/01/2026), aliado a outras provas colhidas, deu-se o pedido de prisão, o seu deferimento e cumprimento”, disse o advogado.

Manoel Batista da Silva foi preso no domingo, depois que a Justiça deferiu o pedido de prisão preventiva encaminhado pela delegacia de Sorriso.

Na nota, a vítima e o advogado pedem que o acusado permaneça preso e que a polícia reveja os protocolos para prisões de mulheres.

"Por fim, a vítima e seus advogados esperam que o policial civil apontado como autor destes delitos permaneça preso e seja responsabilizado por seus atos, respeitado o devido processo legal e o direito de defesa. Esperam também que os procedimentos no que diz respeito ao tratamento de mulheres submetidas à prisão sejam revistos pela Polícia Judiciária Civil, notadamente no que tange à necessidade da presença permanente de uma policial do sexo feminino para realizar todo e qualquer procedimento que envolva mulheres presas", pedem.

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