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Polícia Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026, 16:16 - A | A

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Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026, 16h:16 - A | A

EVITOU DELEGACIA

Mulher estuprada por policial civil procurou MP diretamente para fazer denúncia

Crime ocorreu há cerca de 50 dias em Sorriso; prisão preventiva foi decretada após laudos periciais

APARECIDO CARMO
Da Redação

A mulher que foi estuprada por um policial civil dentro de uma delegacia em Sorriso (397 km de Cuiabá) procurou diretamente o Ministério Público para denunciar o crime ao invés da polícia. O caso veio à tona nesse domingo (1º), após a prisão do investigador Manoel Batista da Silva.

Conforme a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, que é a responsável pelo caso, a partir dessa denúncia, o MP enviou requerimento à polícia para que o caso fosse investigado.

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O crime ocorreu a cerca de 50 dias, mas apenas após quatro dias a vítima procurou as autoridades. Assim que notificada, a Polícia Civil deu início às investigações.

"A investigação iniciou imediatamente, só que a gente ficou aguardando o resultado dos exames periciais, que foi o que demorou um pouco", explicou a delegada.

O primeiro passo foi a realização de exame na vítima, que constatou o abuso sexual. Na sequência, a delegada solicitou a coleta do material genético dos policiais plantonistas para comparação.

Conforme a delegada, não houve nenhum motivo extraordinário para que a prisão fosse realizada no domingo. A constatação de que Manoel teria praticado o crime se deu na sexta-feira (30). No sábado (31), a Justiça acolheu o pedido de prisão preventiva apresentado pela delegada. No domingo (1º) a ordem judicial foi cumprida.

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Laísa Crisóstomo disse que existem relatos de outras supostas vítimas do policial, mas até o momento ninguém procurou as autoridades para formalizar novas denúncias contra ele.

"A gente ainda está apurando, tentando localizar essas possíveis vítimas para saber o que de fato aconteceu", disse.

Conforme a delegada, o inquérito está em fase de finalização e ainda nesta semana será concluído e remetido ao Ministério Público, que é quem decide se apresenta ou não denúncia contra o acusado.

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