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Polícia Sexta-feira, 05 de Junho de 2026, 10:18 - A | A

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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026, 10h:18 - A | A

VIOLÊNCIA ENTRE FACÇÕES

Jovem assassinada havia sido liberada após sessão de 'salve' antes de ser morta

Novos detalhes revelam que Ana Beatriz foi capturada duas vezes por criminosos após ser associada a uma facção rival e morta horas depois

DA REDAÇÃO

Novos detalhes revelados apontam que Ana Beatriz Silva Lopes, de 22 anos, encontrada morta dentro de uma boate em Conselvan, distrito de Aripuanã (1.002 km de Cuiabá), na tarde desta quarta-feira (3), foi capturada duas vezes por integrantes de uma facção criminosa antes de ser assassinada. Segundo as informações apuradas, a jovem chegou a sofrer um "salve" e foi liberada, mas acabou localizada novamente pelos suspeitos, que a torturaram e a mataram horas depois.

As informações foram repassadas pelo tenente-coronel Alex Fontes. Conforme o oficial, Ana Beatriz passou a ser alvo da facção após ser apontada como integrante ou colaboradora de uma organização criminosa rival com atuação no Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, os criminosos analisaram o aparelho celular e as redes sociais da vítima, onde encontraram indícios de ligação com membros do grupo adversário. Uma das suspeitas é que a jovem mantinha um relacionamento amoroso com um integrante da facção rival, circunstância que teria motivado sua condenação pelo chamado "tribunal do crime".

LEIA MAIS: Mulher é torturada e encontrada morta em boate de Aripuanã; veja vídeo

Natural de Belém (PA), Ana Beatriz portava uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) emitida no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, a ligação com o estado fluminense também reforçou as suspeitas levantadas pelos criminosos.

As apurações indicam que a jovem foi inicialmente sequestrada em Conselvan e submetida a uma sessão de tortura conhecida no meio criminoso como "salve". Após as agressões, ela foi liberada e deixou o distrito com destino a Aripuanã, onde pretendia deixar a região.

No entanto, poucas horas depois, integrantes da facção descobriram o paradeiro da vítima e invadiram a casa noturna onde ela estava. Ana Beatriz foi novamente capturada e submetida a novas torturas.

As informações preliminares apontam que a jovem foi morta por estrangulamento. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram o corpo enrolado em lençóis. Conforme o tenente-coronel Alex Fontes, os criminosos já se preparavam para retirar o cadáver e abandoná-lo em outro ponto da cidade.

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