A perita criminal Gigi Barreto afirmou ao HNT TV Entrevista que há inconsistências técnicas que afastam a hipótese de suicídio na morte da policial militar Gisele Alves. Segundo ela, a simulação do disparo não foi compatível com uma ação voluntária da vítima. De acordo com a perita, o próprio depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito de autoria da morte, apresenta contradições.
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Geraldo relatou ter ouvido um barulho semelhante ao de uma porta batendo, o que, na avaliação de Gigi, não condiz com a experiência de alguém treinado com armas de fogo. “Como um instrutor de tiro não reconhece o som de um disparo?”, questionou.
Outro ponto destacado é a impossibilidade física do suspeito ter presenciado a cena como descreveu. Conforme a perícia, havia obstáculos no ambiente, como uma árvore de Natal, que impediam o campo de visão do local onde ele afirmou estar no momento do disparo.
Na análise da cena, Gigi Barreto também apontou indícios de encenação. A arma foi encontrada na mão da vítima de forma considerada "teatralizada", sem sinais de reação compatíveis com o impacto de um tiro. Para ela, o recuo natural do disparo provocaria o desequilíbrio da arma, fazendo com que ela caísse, o que não foi observado.
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Além disso, a perita estranhou o fato de o suspeito não ter retirado a arma da mão da vítima após o ocorrido, caso realmente acreditasse que ela ainda pudesse efetuar novos disparos. Gigi entende que o conjunto de elementos reforça a tese de que a cena pode ter sido manipulada, alinhando-se à investigação que aponta o militar como principal suspeito de feminicídio.
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