"É preciso analisar novos elementos trazidos sobre um eventual suporte de pessoas no exterior que estão confabulando e articulando contra o Brasil. Inclusive, coagindo no curso do processo", disse o policial.
O diretor-geral apontou três possibilidades para o andamento das investigações. A primeira é que os novos expedientes sejam agregados ao caso Master, atualmente sob relatoria do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF). A segunda é que se incorporem ao inquérito que já apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. A terceira via seria uma distribuição livre, por sorteio, a outro integrante do STF.
"Agora precisamos aguardar a decisão jurídica e dar os passos seguintes", afirmou Rodrigues.
Na mesma entrevista, Andrei Rodrigues também afirmou que a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas "foi uma surpresa".
O diretor-geral contou que esteve na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro oficial com o homólogo Donald Trump e que a pauta de segurança pública foi levada. Na ocasião, Lula entregou a Trump documentação sobre temas de interesse do país, entre eles o enfrentamento ao crime organizado, com explicações técnicas sobre o trabalho da Polícia Federal, inclusive no campo da cooperação internacional.
Para Andrei, equiparar crime organizado a terrorismo é um "equívoco técnico" e prejudica o combate eficaz às facções criminosas.
(Com Agência Estado)
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