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Economia Terça-feira, 02 de Junho de 2026, 20:30 - A | A

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Terça-feira, 02 de Junho de 2026, 20h:30 - A | A

Stuhlberger: Grande problema que mundo vai enfrentar, assim como Brasil, é fiscal

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O grande problema que o mundo vai enfrentar não é a inflação, tampouco a guerra ou uma crise, mas sim o elevado endividamento dos governos, com uma pressão fiscal que eleva os prêmios de juros longos, avaliou nesta terça-feira, 2, Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset e gestor do Fundo Verde. Ao participar de live promovida pela Avenue sobre o cenário global, Stuhlberger destacou que o expansionismo nos gastos dificulta uma reversão das taxas longas, algo que, em sua visão, pode ser agravado no Brasil caso o presidente Lula consiga se reeleger em 2027.

Embora o evento tenha sido voltado a discutir a conjuntura externa e seu efeito sobre os portfólios de investidores, Stuhlberger criticou o governo atual e usou o exemplo brasileiro na postura fiscal diversas vezes como algo que não deve ser seguido, ainda que quase todos os países, no momento, estejam elevando os gastos públicos.

"Temos um problema fiscal gravíssimo e uma dívida que cresce muito no Brasil", avaliou o gestor. Ele observou que, com um governo que gasta 38% do PIB sem considerar juros e arrecada o mesmo nível em impostos, a dívida cresce 3% em relação ao PIB por ano. Além disso, é preciso aumentar tributos em R$ 40 bilhões ao ano. "É isso que vai acontecer se Lula ganhar", alertou.

Para Stuhlberger, o expansionismo fiscal implementado pelo governo petista hoje seria irresponsável. "O que o Lula está fazendo agora é uma barbaridade inacreditável com nosso dinheiro", disse, enquanto comentava a conjuntura global de menor austeridade fiscal. Segundo o profissional, o modelo petista de governar explica, ainda, o patamar de juros extremamente elevado no País.

Ao responder pergunta sobre como o Fundo Verde aloca seu patrimônio, ele apontou que a maior parte está atrelada ao CDI, embora seu patrimônio pessoal esteja 70% no exterior e 30% em ativos locais. "O que não fazemos no Verde é 'play alavancado' em juro e câmbio", comentou.

(Com Agência Estado)

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