Embora o evento tenha sido voltado a discutir a conjuntura externa e seu efeito sobre os portfólios de investidores, Stuhlberger criticou o governo atual e usou o exemplo brasileiro na postura fiscal diversas vezes como algo que não deve ser seguido, ainda que quase todos os países, no momento, estejam elevando os gastos públicos.
"Temos um problema fiscal gravíssimo e uma dívida que cresce muito no Brasil", avaliou o gestor. Ele observou que, com um governo que gasta 38% do PIB sem considerar juros e arrecada o mesmo nível em impostos, a dívida cresce 3% em relação ao PIB por ano. Além disso, é preciso aumentar tributos em R$ 40 bilhões ao ano. "É isso que vai acontecer se Lula ganhar", alertou.
Para Stuhlberger, o expansionismo fiscal implementado pelo governo petista hoje seria irresponsável. "O que o Lula está fazendo agora é uma barbaridade inacreditável com nosso dinheiro", disse, enquanto comentava a conjuntura global de menor austeridade fiscal. Segundo o profissional, o modelo petista de governar explica, ainda, o patamar de juros extremamente elevado no País.
Ao responder pergunta sobre como o Fundo Verde aloca seu patrimônio, ele apontou que a maior parte está atrelada ao CDI, embora seu patrimônio pessoal esteja 70% no exterior e 30% em ativos locais. "O que não fazemos no Verde é 'play alavancado' em juro e câmbio", comentou.
(Com Agência Estado)
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