O delegado Michael Paes, titular na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ficou espantado com o tratamento dado aos pacientes em centro terapêutico no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá. Segundo ele, os internos eram tratados de forma desumana. No domingo (31), um paciente da unidade, identificado como Alessandro Sidinei Braga e diagnosticado com esquizofrenia, foi morto no local aos 38 anos de idade.
“Ninguém é um bicho pra ser amarrado com as mãos pra trás”, disparou Michel em entrevista ao SBT Cuiabá nesta terça-feira (2).
As investigações da morte de Alessandro, assassinado por um funcionário da clínica, revelaram uma série “irregularidades do ponto de vista administrativo” e, segundo o delegado, os métodos de conteção era animalesco.
“Sabemos que existem coletes de contenção, cintos de contenção e que não se deve usar cordas. Ninguém é um bicho para ser amarrado com as mãos para trás e por ser uma clínica que já funciona há um tempo, não é uma coisa ocasional, eles precisam estar preparados para isso", informou
Segundo o funcionário Odiley Rodrigues de Souza, que está sob investigação do homicídio, Alessandro estava em surto durante o dia e foi deixado no chão amarrado com cordas com os braços para trás. De madrugada voltou a fazer barulho e entrar em surto, quando Odiley acabou o matando durante a contenção.
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