A perita criminal, Gigi Barreto, destacou ao HNT TV Entrevista que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de assassinar a esposa, a policial militar Gisele Alves, tem no histórico um comportamento questionável quanto as colegas de trabalho, assediando militares do sexo oposto. Geraldo escolhia suas vítimas pela patente, dando preferência a quem estava abaixo dele na escala hierárquica.
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"A investigação mostrou ao longo do tempo que ele assediava moralmente, principalmente, mulheres. A maior parte dos policiais que estão abaixo de cargos de poder, eles se calam", disparou Gigi.
O silêncio entre os militares é um reflexo da cultura da corporação, que exige disciplina e respeito as autoridades. No caso de Geraldo, a hierarquia foi considerada até ele romper com a linha da ética e legalidade. O tenente era a única pessoa dentro do apartamento do casal quando o disparo foi ouvido. Agindo acima da lei, o suspeito tomou banho antes do corpo da esposa ser removido. Quando policiais militares chegaram até o prédio, ele ignorou o protocolo, mesmo sendo repreendido e, novamente, tomou mais um banho. Os PMs o denunciaram por abuso de poder.
Os banhos são base da sustenção da acusação para condená-lo. De acordo com os autos, Geraldo tentou "apagar possíveis provas". Ele nega e mantém a versão que a companheira cometeu suicídio.
Gigi Barreto disse que as câmera instaladas nos uniformes dos PMs foram essenciais para comprovar o comportamento contraditório de Geraldo.
"Tem a fala do policial: 'o senhor não pode tomar banho. O senhor sabe, o senhor conhece. O senhor sabe que se o senhor for tomar banho, possíveis provas podem ser apagadas'. E ele foi contra o que o policial, corretamente, indicou ali que deveria ser feito", pontuou a perita.
PM FOI MORTA COM TIRO NA CABEÇA
Gisele Alves foi morta em 18 de fevereiro em São Paulo.A PM tinha marcas de tiro na cabeça. Geraldo é o principal suspeito e está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes. O tenente tentou convencer os investigadores que Gisele havia cometido suicídio. Mas as provas promoveram uma reviravolta no caso.
Entre os elementos que enfraqueceram a tese do suicídio estão gotículas de sangue encontradas pela perícia no banheiro do apartamento onde Geraldo tomou banho duas vezes após os disparos e marcas de sangue na porta da varanda.
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