ASSISTA AO #EP205 DO HNT TV COM GIGI BARRETO
Da Redação
CAMILA RIBEIRO
A perita criminal Gigi Barreto afirmou ao HNT TV Entrevista que houveram “deslizes” por parte das autoridades na ocorrência que resultou na morte da policial militar Gisele Alves. Segundo ela, o caso foi marcado por uma série de falhas, sendo uma das mais graves o intervalo entre o horário da morte, registrada pela manhã, e a realização da perícia, feita apenas à tarde, quando o apartamento já havia sido limpo.
"Um caso ele nunca está fechado se não houver prova. E essas provas materiais vêm de um trabalho minucioso da perícia criminal. Mas houveram deslizes na investigação. O crime aconteceu 7 horas da manhã em torno disso. A perícia só foi ao local do crime à tarde e a cena já tendo sido inclusive limpa", falou a perita.
O feminicídio foi registrado em 18 de fevereiro em São Paulo. A PM tinha marcas de tiro na cabeça. O esposo de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, é apontado com principal suspeito. Ele está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes.
O tenente tentou convencer os investigadores que Gisele havia cometido suicídio. Mas as provas promoveram uma reviravolta no caso. Entre os elementos que enfraqueceram a tese do suicídio estão gotículas de sangue encontradas pela perícia no banheiro do apartamento onde Geraldo tomou banho duas vezes após os disparos e marcas de sangue na porta da varanda.
Para Gigi Barreto, a patente pesa na investigação. A perita disse que os militares costumam obedecer a hierarquia mesmo em situações de crime. "A gente não está falando de um soldado, nós não estamos falando de um cabo, nós estamos falando de um tenente coronel", ressaltou Gigi. Por isso, os militares que estiveram no apartamento não impediram o tenente de tomar o segundo banho. O ato falho dificultou o trabalho da perícia que acabou não encontrando marcas de pólvora nas mãos de Geraldo e Gisele.
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