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Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026, 17h:00 - A | A

Zelensky cobra maior pressão internacional sobre a Rússia pelas mortes de civis ucranianos

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou nesta quarta-feira, 9, a comunidade internacional por não adotar uma postura mais firme contra a Rússia devido ao seu bombardeio crescente de áreas civis do país.

"Esses ataques estão tirando vidas praticamente todos os dias", escreveu Zelensky em seu perfil no X. "Uma resposta é necessária. Moscou não deve entrar no inverno acreditando que pode escapar do terror de mísseis e drones sem consequências", acrescentou.

No final de agosto, a Rússia lançou uma semana de ataques a Kiev em seu bombardeio mais intenso, que segundo o Kremlin, foram uma resposta aos repetidos ataques de Kiev a regiões civis russas. Os ataques de Moscou continuaram este mês e visam minar a moral dos civis, dizem autoridades ucranianas.

Em resposta, drones ucranianos miraram em uma instalação industrial na cidade russa de Novy Urengoy, no noroeste da Sibéria, disseram autoridades locais. O ataque não deixou vítimas, mas a queda de destroços de drones provocou um incêndio, segundo o governador da região de Yamalo-Nenets, Dmitry Artyukhov.

Zelensky disse que ataques ucranianos miraram em Novorossiysk, um porto no Mar Negro na região de Krasnodar, na Rússia. O ataque atingiu uma base naval, incluindo um terminal usado para carregar petróleo, instalações portuárias militares e navios de guerra carregando mísseis de cruzeiro, de acordo com Zelensky. O governador de Krasnodar, Veniamin Kondratyev, disse que quatro pessoas, incluindo uma criança, foram mortas e outras 29 ficaram feridas no ataque de drone.

Enquanto isso, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou nesta quarta-feira, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, que as ameaças da Rússia "não irão alterar a posição da União Europeia" em relação à guerra na Ucrânia. Costa declarou que está na hora da Rússia pôr fim à guerra, em vez de "intensificar ou prolongar" o conflito em território ucraniano.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

(Com Agência Estado)

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