Segundo Tajani, a solução ao entrave deve vir pela via diplomática e técnica, e não por escalada política. "Os problemas se resolvem com o diálogo. Estamos aqui para dialogar", afirmou o chanceler.
Ele acompanha uma missão de 100 empresas italianas, que chegou nesta quarta ao Brasil após passagem pela Argentina.
A União Europeia suspendeu oficialmente as compras de carne do Brasil, com bloqueio em vigor desde 3 de setembro, citando critérios sanitários relacionados às regras de controle e uso de antimicrobianos na pecuária. Tajani, que também é vice-primeiro-ministro no governo de Giorgia Meloni, reconheceu que divergências em regras sanitárias podem criar obstáculos, mas prometeu trabalhar para que os problemas sejam resolvidos.
Demonstrando confiança em uma solução pragmática, o ministro disse que a Itália pode atuar como facilitadora, desde que dentro do marco regulatório do bloco europeu.
"Se pudermos dar uma mão ao Brasil, o faremos sempre respeitando as regras europeias", declarou Tajani durante entrevista concedida à imprensa antes da abertura de um encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
(Com Agência Estado)
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