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Pacto de defesa com Arábia Saudita e Paquistão não é contra o Irã, afirma ministro da Turquia

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, afirmou neste sábado, 8, que o acordo firmado na véspera entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia não é direcionado contra o Irã nem contra nenhum outro país. Ele qualificou o pacto como um passo importante em direção à estabilidade regional.

O príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, assinaram o acordo na sexta-feira (7) na cidade sagrada saudita de Meca. O texto estabelece que um ataque contra um seria considerado um ataque contra os três.

O "Acordo Conjunto de Defesa de Meca" reúne a Arábia Saudita, rica em petróleo, e o Paquistão - que possui armas nucleares -, assim como a Turquia, que tem o segundo maior exército da Otan e uma indústria de defesa em rápido crescimento. Além disso, aprofunda a cooperação e a dissuasão em um momento de maior incerteza regional e de ameaças decorrentes da guerra no Irã.

Em uma entrevista à agência estatal turca Anadolu, Fidan insistiu que os três países não consideram nenhum Estado em particular como adversário, a menos que empreenda ações hostis contra eles. "Não temos nada por escrito - nada que tenhamos assinado - que defina uma ameaça comum", expressou Fidan. "Qualquer país que não nos ataque não é um alvo para nós".

O ministro turco descreveu a cláusula do acordo sobre defesa mútua como "tecnicamente a mesma" do artigo 5 da Otan, segundo o qual um ataque contra um dos 32 membros é considerado um ataque contra todos.

Ao ser questionado sobre como funcionaria o mecanismo, Fidan explicou que um membro teria que solicitar ajuda formalmente, e que a assistência dos outros dois países poderia variar desde o compartilhamento de inteligência até o apoio logístico, ou o desdobramento de unidades militares, dependendo do tipo de ameaça.

"Esses são assuntos de múltiplas camadas que variam conforme a magnitude da ameaça", acrescentou. "Essa é a perspectiva que temos apresentado até agora em nosso trabalho". O ministro turco indicou, ainda, que outras nações expressaram interesse em se juntar ao acordo, e acrescentou que prevê que o Egito, que descreveu como um "parceiro natural", participe "na próxima etapa".

Fonte: Associated Press

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

(Com Agência Estado)

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