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Mundo Terça-feira, 19 de Março de 2024, 08:30 - A | A

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Terça-feira, 19 de Março de 2024, 08h:30 - A | A

No Haiti, massacres chegam à área mais rica

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Gangues armadas atacaram nesta segunda-feira, 18, dois bairros nobres na capital do Haiti, Porto Príncipe, em um tumulto que deixou 12 mortos. O episódio é o mais recente da onda de violência no país - agravada pelo anúncio de renúncia do premiê Ariel Henry - que agora chega às partes mais ricas da capital. A violência relacionada às gangues provocou a fuga de 15 mil pessoas de suas casas no país.

Homens armados saquearam casas nas comunidades de Laboule e Thomassin antes do amanhecer, forçando os moradores a fugir enquanto alguns ligavam para estações de rádio pedindo ajuda policial. Os bairros haviam permanecido, em grande parte, pacíficos, apesar de um aumento nos violentos ataques de gangues em toda Porto Príncipe, que começaram em 29 de fevereiro.

Um fotógrafo da agência Associated Press relatou ter visto os corpos de 12 homens espalhados pelas ruas de Pétionville, localizada logo abaixo das comunidades montanhosas de Laboule e Thomassin.

Multidões começaram a se reunir em torno das vítimas. "Abuso! Isso é abuso!" gritou um haitiano que não quis se identificar enquanto erguia os braços, perto de um dos corpos. "Povo do Haiti! Acorde!"

"Acordamos esta manhã e encontramos corpos na rua em nossa comunidade de Pétionville", disse Douce Titi, que trabalha no escritório do prefeito. "A nossa não é esse tipo de comunidade."

Renúncia

Os ataques mais recentes levantaram preocupações de que a violência das gangues não cessaria apesar de o primeiro-ministro ter anunciado sua renúncia quase uma semana atrás. Ele disse que deixaria o poder assim que um conselho presidencial transitório fosse criado, uma medida exigida pelas gangues.

Esses grupos sempre se opuseram a Henry, alegando que ele nunca foi eleito pelo povo, enquanto o responsabilizam por aprofundar a pobreza. Críticos das gangues, porém, as acusam de tentar tomar o poder para si ou para políticos haitianos não identificados.

Enquanto a violência continua sem controle, líderes caribenhos têm ajudado na criação de um conselho transitório. Originalmente, ele deveria ter sete membros com poder de voto. Mas um partido político no Haiti rejeitou o assento que lhe foi oferecido, e outro ainda está discutindo quem deve ser nomeado.

Também ontem, a empresa de energia do Haiti anunciou que quatro subestações na capital e em outros lugares "foram destruídas e ficaram completamente disfuncionais". Como resultado, grandes áreas de Porto Príncipe ficaram sem energia, incluindo a favela Cité Soleil, a comunidade Croix-des-Bouquets e um hospital.

No front externo, o envio de uma força policial queniana apoiada pela ONU para combater as gangues no Haiti foi adiado, com o país do leste africano dizendo que esperará até que o conselho transitório seja estabelecido.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Com Agência Estado)

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