O chefe do Estado francês acrescentou que as conversas fazem parte de iniciativas mais amplas conduzidas no âmbito da chamada "Coalizão dos Dispostos", voltadas à construção de garantias de segurança para Kiev e a um possível encerramento do conflito. Apesar disso, Macron evitou indicar quando o diálogo com Putin poderia ocorrer. "Acho que seria útil, mas não creio que a Rússia esteja pronta para fazer a paz nos próximos dias ou semanas", afirmou.
Macron já havia dito, no começo do mês passado, que pretendia conversar com o líder russo "o mais rápido possível". Em dezembro de 2025, após uma cúpula da União Europeia (UE) em Bruxelas, defendeu a retomada do diálogo europeu com Moscou e criticou o formato atual das negociações sobre a Ucrânia, conduzidas sobretudo por negociadores dos Estados Unidos sem a participação direta da Europa.
Do lado russo, a sinalização foi recebida com ceticismo, aponta a Tass. Em 14 de janeiro, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, classificou declarações de Macron sobre a intenção de falar com Putin como uma ação de autopromoção, lembrando que o presidente francês já havia feito anúncios semelhantes anteriormente sem que o contato se concretizasse. Lavrov ressaltou, contudo, que Putin permanece aberto ao diálogo, desde que ocorra em um ambiente "respeitoso".
(Com Agência Estado)
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