Antes das conversas em Paris, um comunicado do gabinete do presidente libanês Joseph Aoun indicou que os três líderes discutiriam a situação no sul do Líbano e os planos para uma presença internacional na região após o término do mandato da força de paz da ONU, conhecida como UNIFIL, no final do ano.
Uma conferência de doadores para o empobrecido exército libanês estava inicialmente prevista para fevereiro, liderada pela França, Arábia Saudita e Estados Unidos. No entanto, ela foi adiada após o início da guerra com o Irã e a mais recente rodada de conflitos entre Israel e o Hezbollah.
O exército libanês encontra-se agora preso entre o exército israelense - que atualmente ocupa grande parte do sul do Líbano - e o grupo Hezbollah, que rejeitou pedidos para entregar suas armas. A implementação de um acordo está estagnada.
Em postagem na rede X, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que "um Líbano soberano e estável é um passo decisivo em direção à paz e à estabilidade de toda a região" e enfatizou o apoio para as Forças Armadas libanesas. Macron ainda reafirmou solidariedade com a Jordânia e condenou os ataques iranianos aos aliados do Golfo.
"Sublinhamos a importância de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, no Mar Vermelho e no Estreito de Bab-el-Mandeb. Outro grande desafio que não deve ser esquecido: precisamos continuar a agir pela solução dos dois Estados. Israel e Palestina, em paz e segurança", frisou.
Não foi anunciada uma nova data para a conferência após a reunião de hoje entre Macron, o rei Abdullah II da Jordânia e Aoun.
*Com informações da Associated Press.
(Com Agência Estado)
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