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Mundo Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026, 08:30 - A | A

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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026, 08h:30 - A | A

No Parlamento Europeu, Carney apoia vínculo do Canadá com UE e rebate ameaça tarifária de Trump

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, manifestou apoio à possibilidade de o país se tornar o primeiro membro associado da União Europeia (UE), em discurso ao Parlamento Europeu nesta quinta-feira, 17. Segundo ele, uma integração mais profunda com o bloco ajudaria a proteger a soberania canadense e reduzir a vulnerabilidade do país a pressões econômicas e geopolíticas.

Carney afirmou que a parceria poderia avançar em comércio, defesa, minerais críticos, inteligência artificial (IA), energia, espaço, pesquisa e serviços financeiros. Ele ressaltou, porém, que Ottawa não busca adesão plena à UE e que o conceito de "membro associado" ainda precisa ser definido.

"Não buscamos poder para dominar os outros", disse. "Pelo contrário, buscamos resiliência para que ninguém possa controlar nossos mercados abertos, prejudicar nossa soberania, ameaçar nossa integridade territorial ou minar nossas liberdades, democracias e o Estado de Direito".

A proposta foi apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que defendeu levar a relação entre Canadá e UE ao "nível mais alto possível". Os dois lados devem aprofundar as discussões em uma cúpula em Montreal, em outubro.

O movimento provocou reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o pool de imprensa da Casa Branca, ele classificou a proposta como "cômica" e ameaçou impor "tarifas muito sérias" ou interromper parte do comércio com a Europa caso considere a iniciativa um "ato hostil".

Questionado sobre Trump, Carney afirmou que "ninguém vai nos dizer que língua falamos" nem "ditar nossa cultura ou com quem podemos firmar acordos internacionais".

O Rabobank avalia que as ameaças tarifárias de Trump, somadas à possibilidade de retirada de tropas e garantias de segurança americanas, podem levar alguns países da UE a reconsiderar o apoio aos planos da Comissão Europeia.

*Com informações da Associated Press

(Com Agência Estado)

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