"O Brasil continua sendo a favor do direito internacional, que é a posição tradicional brasileira, contra qualquer tipo de invasão territorial, pela soberania dos países. O que está na posição do presidente (Lula) desta manhã continua sendo a posição do Brasil e será também apresentado para reunião do Conselho de Segurança, que está convocada para segunda-feira, não está confirmado, mas será aberto e o Brasil vai participar e repetirá tudo isso", disse a secretária-geral após a segunda reunião do governo brasileiro para discutir o assunto, no fim da tarde deste sábado, 3.
No texto publicado na manhã deste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o ataque promovido pelo governo de Donald Trump e disse que a ofensiva norte-americana ultrapassa "uma linha inaceitável" e representa "uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela".
A reunião de emergência foi convocada pelo presidente, que participou por videoconferência. Ele continua no Rio de Janeiro, onde passou o réveillon com a família. Também participaram o ministro da Defesa, José Múcio, e a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, presencialmente. Remotamente, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
A secretária-geral do Itamaraty disse que há a possibilidade de realização de uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países que integram a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O encontro seria realizado às 14h, no horário de Brasília, por videoconferência. O ministro brasileiro, Mauro Vieira, está a caminho da capital federal e por isso não participou da reunião da tarde deste sábado (ele esteve na videochamada da manhã).
Maria Laura da Rocha informou, ainda, que a embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, participou da segunda reunião de emergência do governo brasileiro para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Também afirmou, ao ser questionada sobre quem o Brasil trata como responsável pelo Poder Executivo venezuelano no momento, que essa pessoa seria a vice-presidente Delcy Rodríguez.
Segundo a ministra, 100 brasileiros que estavam na Venezuela a turismo conseguiram voltar ao Brasil "tranquilamente" pela fronteira. O ministro da Defesa, José Múcio, que também falou com a imprensa após a reunião, reforçou que o "movimento na fronteira é mínimo" e que a fronteira "está aberta", com o governo atento a novos acontecimentos que podem alterar esse status.
(Com Agência Estado)
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