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Mundo Sábado, 03 de Janeiro de 2026, 18:00 - A | A

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Sábado, 03 de Janeiro de 2026, 18h:00 - A | A

Dmitriev sobre Venezuela: "É hora de observar os dois pesos e duas medidas em tempo real"

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O assessor de política externa de Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, sinalizou que a operação dos Estados Unidos contra a Venezuela, com a captura do ditador Nicolás Maduro, está relacionada ao petróleo no país e criticou a postura de líderes europeus e britânicos. Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o ataque americano.

Dmitriev destacou o fato de que a Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, que corresponde a cerca de 20%, ou sete vezes as dos EUA. Por sua vez, as sanções impostas pelos americanos ajudaram a manter a produção em torno de 700 mil barris por dia em comparação com a capacidade de 3 milhões.

Mas, somando a capacidade da Venezuela e dos EUA, a produção de petróleo conjunta estaria próxima de 20% da oferta global, quase duas vezes a da Arábia Saudita, que é de 10%. E isso causaria uma "enorme influência" no mercado, avaliou o assessor russo.

"É hora de observar os dois pesos e duas medidas em tempo real", escreveu Dmitriev, em seu perfil no x. Em outra postagem, destacou a fala de Trump sobre o plano dos EUA de assumir a presidência do país por ora: "Os EUA simplesmente governarão a Venezuela por enquanto".

O assessor de política externa de Putin também criticou os posicionamentos de líderes europeus sobre o ataque americano à Venezuela.

"Que venham agora Ursula (von der Leyen, presidente da Comissão Europeia), e Kaja (Kallas, chefe de Relações Exteriores e Segurança da União Europeia), (primeiro-ministro alemão, Friedrich) Merz e (Keir) Starmer (primeiro-ministro do Reino Unido), falar sobre valores europeus e britânicos. Seus falsos valores estão à venda", disse.

"Esperar que os vassalos assustados falem é como a peça 'Waiting for Godot'", acrescentou Dmitriev, referindo-se ao personagem misterioso da peça 'Esperando Godot', de Samuel Beckett, que nunca aparece.

(Com Agência Estado)

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