Ainda nesta quinta o porta-voz da sede do Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que nenhum navio pode transitar com segurança pelo Estreito de Ormuz sem a permissão e supervisão iranianas. Ao mesmo tempo, o porta-voz apontou que as alegações dos Estados Unidos de que os navios estão passando normalmente pelo Estreito de Ormuz indicam "o desespero e a impotência do exército daquele país", e que não passam de mentiras.
"As orgulhosas Forças Armadas da República Islâmica do Irã estão monitorando todos os movimentos dos inimigos na região e, sob o comando sábio e inteligente do aiatolá Mojtaba Khamenei, não têm e não terão a menor dúvida em concretizar os direitos da nação, a soberania nacional e em defender os ideais da Revolução Islâmica e de nossa amada pátria, o Irã. Elas responderão a qualquer ameaça, de qualquer tipo e em qualquer nível, com uma resposta mais esmagadora e severa do que antes", disse.
"Alegações e postagens repetidas de autoridades dos EUA de que o Estreito de Ormuz não está mais bloqueado não mudam a realidade, escreveu a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) em uma publicação no X. "O Estreito de Ormuz permanece bloqueado e não será reaberto até que as condições do Irã sejam aceitas", acrescentou.
Em seu mais recente boletim de navegação, a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) apontou que o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz se manteve em níveis reduzidos, com dados de monitoramento indicando uma redução acentuada, com um número de navios-tanque na casa de um dígito transitando em ambas as direções. Persistiu ainda o risco de minas à deriva ou não mapeadas, pontuou.
(Com Agência Estado)
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