Em comunicado, o órgão listou como potenciais alvos Cisco, HP, Intel, Oracle, Microsoft, Apple, Google, Meta, IBM, Dell, Palantir, Nvidia, JPMorgan, Tesla, GE, Spire Solution, G42 e Boeing.
Segundo o texto, essas companhias estariam envolvidas em "operações terroristas" por meio de atividades de tecnologia da informação, inteligência artificial (IA) e rastreamento de alvos por meio de espionagem. A Guarda não apresentou provas das acusações.
A IRGC declarou que "as principais instituições envolvidas em operações terroristas serão consideradas alvos legítimos" e advertiu autoridades dos EUA e empresas ligadas a supostas atividades de espionagem.
O comunicado lembra que Washington e Israel conduziram uma série de ataques recentes que resultaram na morte de cidadãos iranianos.
O texto afirma ainda que funcionários dessas empresas devem "se afastar imediatamente de seus locais de trabalho" e recomenda que moradores em um raio de um quilômetro das instalações deixem as áreas por segurança.
A guarda iraniana citou que, a partir das 20 horas da quarta-feira, 1º de abril, no horário de Teerã, 13h30 no horário de Brasília, as companhias listadas devem "esperar a destruição de suas respectivas unidades em resposta a cada atentado no Irã".
A declaração ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com aumento de ameaças cruzadas entre Irã, Estados Unidos e Israel, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, dá sinais de que pretende encerrar a guerra e aponta para negociações firmes com o país persa, apesar de negativas frequentes do lado iraniano.
Ataques nesta terça-feira
Conforme informações veiculadas já nesta terça-feira, 31, o exército do Irã alvejou a Siemens, a AT&T e centros de telecomunicações próximos ao Aeroporto Ben Gurion e a Haifa, em Israel. A informação é da iraniana Press TV.
De acordo com as informações, as instalações eram utilizadas pelas forças armadas israelenses para inteligência artificial (IA), produção de armamentos e redes avançadas.
Uma instalação da Telecom também teria sido atingida na região, aponta uma publicação no X da Al Jazeera, realizada nesta terça-feira.
(Com Agência Estado)
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