Sábado, 21 de Fevereiro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Mundo Sábado, 21 de Fevereiro de 2026, 10:00 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sábado, 21 de Fevereiro de 2026, 10h:00 - A | A

Delcy Rodríguez sanciona anistia e liberta centenas de detidos na Venezuela

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Grupos de defesa dos direitos dos prisioneiros e familiares de detidos receberam com reservas a medida de anistia promulgada na sexta-feira, 20. A lei deve libertar centenas de pessoas, incluindo ativistas e defensores dos direitos humanos. Enquanto alguns setores consideram a ação uma vitória contra as detenções ocorridas nos últimos 27 anos, outros criticam a exclusão de militares do benefício.

A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, assinou a lei na quinta-feira, 19, marcando uma mudança de política após a operação militar dos Estados Unidos que capturou o então presidente Nicolás Maduro no mês passado. Rodríguez afirmou que a legislação busca abrir novos caminhos para a política no país. Segundo a organização Foro Penal, mais de 600 pessoas estão sob custódia por motivações políticas na Venezuela.

A nova legislação determina que tribunais de primeira instância aprovem os pedidos de anistia em até 15 dias. No entanto, a exigência de supervisão judicial gera ceticismo, uma vez que os mesmos juízes e promotores responsáveis pelas acusações originais decidirão sobre os benefícios. O Foro Penal contabilizou 448 libertações desde o início de janeiro, quando o governo anunciou que soltaria um número significativo de detidos.

A anistia abrange crimes cometidos em períodos de conflito político desde 1999, incluindo atos relacionados às eleições de 2024 e 2025. Contudo, o texto exclui condenados por violações de direitos humanos, crimes de guerra, homicídio, tráfico de drogas e corrupção. Também são excluídos aqueles acusados de promover ou financiar ações de potências estrangeiras contra a Venezuela, o que pode manter detidos nomes da oposição.

A lei permite que pessoas no exílio solicitem o benefício por meio de advogados, sem a necessidade de retorno imediato ao país. Representantes da oposição no exterior criticaram a medida, afirmando que a legislação busca limpar a imagem do governo e não resolve o problema da perseguição política. Casos classificados como rebelião militar, mesmo envolvendo civis, continuam inelegíveis para o perdão legal.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros