O ataque em Odessa envolveu mais de 50 drones, alguns deles modelos recentemente modernizados pela Rússia para melhorar seu alcance e poder de ataque, segundo autoridades ucranianas. Os drones alvejaram a rede elétrica, que a Rússia tem bombardeado repetidamente durante o inverno mais rigoroso dos últimos anos, e também atingiram cinco prédios residenciais, disseram as autoridades.
"A operação de resgate continuará até que o destino de todas as pessoas que possam estar sob os escombros seja esclarecido", disse Zelenski no aplicativo de mensagens Telegram, acrescentando que um local de culto protestante informal também foi danificado.
"Cada ataque russo desse tipo mina a diplomacia, que ainda está em curso, e atinge, em particular, os esforços dos parceiros que estão ajudando a pôr fim a esta guerra", disse ele.
Segundo autoridades, os esforços diplomáticos do governo Trump para pôr fim à guerra têm apresentado avanços, mas não resultaram em nenhum avanço na questão crucial do que acontecerá com os territórios ucranianos ocupados pela Rússia e com outros territórios reivindicados por Moscou.
Analistas afirmam que o presidente russo, Vladimir Putin, não tem pressa em encontrar uma solução, apesar das dificuldades enfrentadas por seu exército na linha de frente de aproximadamente 1 mil quilômetros. Segundo esses analistas, ele acredita que o tempo está a seu favor, que o apoio ocidental a Kiev diminuirá e que a resistência ucraniana acabará cedendo à pressão.
Para reforçar suas forças e manter a pressão sobre Kiev, Moscou está oferecendo bônus em dinheiro, libertando condenados da prisão e atraindo estrangeiros para seu exército. (Com informações da Associated Press)
(Com Agência Estado)
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