Em publicação no X após conversa com o chanceler da Áustria, Christian Stocker, Zelenski disse que a integração europeia fortaleceria não apenas a proteção da Ucrânia, mas também a segurança coletiva da Europa, ao incorporar as contribuições ucranianas nas áreas de defesa, tecnologia e economia. Segundo ele, a definição de uma data reflete a expectativa de apoio político dos parceiros europeus em meio à guerra contra a Rússia.
O processo de adesão, no entanto, ainda enfrenta obstáculos institucionais. A Ucrânia solicitou formalmente entrada na UE em 2022, logo após a invasão em larga escala pela Rússia. Desde então, o bloco reconheceu o status de candidato e iniciou etapas preparatórias, mas a abertura plena das negociações segue travada pela oposição da Hungria, cujo primeiro-ministro, Viktor Orbán, argumenta que o avanço não deveria ocorrer enquanto o conflito estiver em curso.
Apesar disso, a comissária europeia para Ampliação, Marta Kos, afirmou recentemente que a adesão da Ucrânia é "inevitável" e descreveu o processo como um pilar político de garantias de segurança. Segundo ela, a UE tem buscado avançar tecnicamente, mesmo sem unanimidade formal, entregando a Kiev uma lista extensa de reformas necessárias para o ingresso. Essas exigências estão organizadas em seis grandes grupos e incluem mudanças profundas no Estado de Direito, no funcionamento das instituições democráticas, no mercado interno e nas relações externas.
Autoridades europeias avaliam que, quanto mais rápido o governo ucraniano implementar essas reformas, mais célere poderá ser o processo. A expectativa em Bruxelas é que os trabalhos avancem ao longo dos próximos anos.
*Com informações da Associated Press.
(Com Agência Estado)
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