A decisão da República Islâmica de ir atrás de menores de idade foi descoberta pela reportagem porque o menino iraniano foi morto enquanto trabalhava em um posto de controle ao lado de seu pai.
A mãe de Alireza Jafari, Sadaf Monfared, afirmou ao jornal Hamshahri, do Irã, que o marido e o filho contribuíam com a milícia Basij, uma organização paramilitar de voluntários.
Segundo relatos da mãe do menino, o pai da criança levou ele para trabalhar no posto de controle porque o local contava com apenas quatro pessoas.
Recrutamento
A notícia da morte da criança ocorreu no mesmo período em que a Guarda Revolucionária do Irã disse que a organização passaria a recrutar "voluntários" com 12 anos ou mais.
De acordo com testemunhas que conversaram com a BBC, crianças armadas foram vistas atuando em funções de segurança na capital iraniana e também em outras cidades.
A Guarda Revolucionária do Irã apontou que o novo programa é conhecido como "Combatentes Defensores da Pátria do Irã". Teerã deseja colocar as crianças em diversas funções, incluindo patrulhas e atuação em postos de controle.
O recrutamento do regime iraniano está sendo feito por meio de mesquitas ligadas à milícia Basij. A organização é um grupo voluntário que é controlado pela Guarda Revolucionária do Irã e tem cerca de um milhão de integrantes. Essa organização é mobilizada para reprimir dissidências.
Os adolescentes vistos por iranianos que conversaram com a BBC estavam usando máscaras e apontaram armas para carros civis para inspecionar os veículos. Patrulhas deste tipo ocorrem de noite, com alto-falantes e bandeiras da República Islâmica do Irã.
Após a divulgação do programa iraniano, a organização Human Rights Watch (HRW) disse que a iniciativa iraniana é uma "grave violação dos direitos das crianças e um crime de guerra quando os menores têm menos de 15 anos".
(Com Agência Estado)
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