Qalibaf, mencionado como um possível parceiro de negociação com os EUA, tem publicado uma série de mensagens nas redes sociais desafiando os Estados Unidos desde o início da guerra.
"Neste momento, em menos de uma semana, uma poderosa campanha nacional que varre o país trouxe à tona cerca de 7 milhões de iranianos que já se apresentaram e declararam estar prontos para pegar em armas e defender nossa nação", disse Qalibaf na rede social X.
Essa afirmação circula nas redes sociais há dias. Qalibaf é o primeiro oficial de alto escalão a mencioná-la no Irã, uma nação com cerca de 90 milhões de habitantes.
Não está claro de onde vem esse número, mas a mídia estatal e campanhas por mensagens de texto têm incentivado as pessoas a se voluntariarem. O governo também convocou soldados aposentados a manifestarem interesse em lutar, enquanto a força paramilitar voluntária Basij, da Guarda Revolucionária, começou a aceitar crianças a partir de 12 anos em seus comandos militares.
Discurso de Trump
As declarações de Qalibaf ocorrem após o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira, 1.
Em um pronunciamento de 19 minutos na Casa Branca, Trump afirmou que os mísseis e sistemas de drones do Irã foram "drasticamente reduzidos e suas fábricas de armas e lançadores de foguetes estão sendo destruídos".
Embora os militares dos EUA e de Israel tenham atingido o programa de mísseis balísticos iranianos de forma severa, Teerã continua disparando mísseis contra Tel-Aviv e diversos países árabes da região que possuem bases americanas.
Horas depois do discurso, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que os ataques americanos e israelenses não dizimaram os centros de produção de mísseis, drones de longo alcance, sistemas de defesa aérea ou sistemas de guerra eletrônica do país. Os Estados Unidos e Israel "não sabem nada sobre nossas vastas e estratégicas capacidades", afirmou a Guarda em um comunicado.
Além das afirmações da Guarda Revolucionária, o Irã também lançou novos ataques de mísseis contra Tel-Aviv e os Estados do Golfo na manhã desta quinta-feira, 2. As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram que interceptaram os mísseis de Teerã e as autoridades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita também relataram diversas interceptações de mísseis e drones. (Com informações da Associated Press)
(Com Agência Estado)
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