Mundo Sábado, 29 de Outubro de 2011, 12:08 - A | A

Sábado, 29 de Outubro de 2011, 12h:08 - A | A

ONDA DE REVOLTAS

Após dia de quase 40 mortes, forças sírias voltam a atacar civis

Relatos dão conta de que os manifestantes foram perseguidos até mesmo dentro de suas residências

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Ativistas afirmaram que as forças de segurança da síria voltaram a reprimir protestos no país neste sábado, um dia depois de cerca de 40 pessoas morrerem durante ação militar contra civis opositores.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que moradores informaram que havia tiroteios vindos de artilharia pesada no centro da cidade de Homs, e invasões a residências e prisões aconteciam pela cidade oriental de Deir el-Zour.

Moradores disseram que é uma das ações mais intensas em Homs desde que as forças de segurança aumentaram as ações militares na região para eliminar os protestos opositores. Segundo eles, tanques disparavam canhões antiaéreos, usados pelos militares para atingir alvos terrestres.

De acordo com os dois principais grupos ativistas de oposição, cerca de 40 manifestantes foram mortos na sexta-feira quando as forças de segurança atiraram contra civis que participavam de protestos pela saída do poder do ditador Bashar Assad.

Os relatos dão conta de que os manifestantes foram perseguidos até mesmo dentro de suas residências. Nesse mesmo dia, soldados desertores do regime se refugiaram no distrito de Bab Amro.

A Comissão Geral da Revolução Síria, citada pela emissora Al Jazeera, disse que a maior parte das mortes foi nas cidades de Hama, no norte, e Homs, no centro. Os dois locais acolhem os maiores protestos contra o regime de Assad.

O grupo de direitos humanos Sawasiah disse que a repressão em Homs matou ao menos 300 civis nos últimos dez dias, e que mais de 30 mil moradores já foram presos desde o início das manifestações contra o regime.

Reuters

Manifestantes saem às ruas da cidade de Palmyra pedindo que o ditador Bashar Assad deixe o poder

PRESSÃO INTERNACIONAL

Os chefes das diplomacias dos países árabes, reunidos no Cairo para tratar sobre a situação da Síria, enviaram na sexta-feira uma mensagem ao ditador em que pedem que ele "pare de matar civis".

"O comitê árabe ministerial expressa sua rejeição à continuidade das matanças de civis na Síria e expressa sua esperança de que o governo sírio tomará as medidas necessárias para protegê-los", diz a mensagem.

A ONU estima que desde o início das revoltas contra o regime, em março deste ano, cerca de 3.000 pessoas já morreram nas mãos da repressão aos protestos, em sua maioria civis.

O regime de Assad afirma que tem o apoio da população e que os confrontos são, na verdade, causados por grupos terroristas militantes no país.

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