Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Mundo Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026, 15:00 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026, 15h:00 - A | A

AIEA perde visibilidade sobre programa nuclear do Irã e não vê inspeções no curto prazo

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou nesta quinta-feira, 10, que a entidade está perdendo conhecimento sobre o programa nuclear do Irã diante da falta de inspeções e não espera recuperar acesso às instalações do país no curto prazo.

"Não estamos recebendo nenhuma cooperação do Irã", disse Grossi à Bloomberg TV. Segundo ele, a interrupção das inspeções provoca perda de "memória institucional" e de continuidade no acompanhamento do programa, em um momento em que o país mantém grande quantidade de material e urânio altamente enriquecido. "Para ser muito franco, não vejo isso acontecendo tão cedo", afirmou sobre uma eventual retomada do acesso.

Grossi disse que esse cenário ajuda a explicar a decisão do Conselho de Governadores da AIEA de encaminhar o caso iraniano ao Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a medida representa mais um sinal de "frustração" dos integrantes da agência com a falta de colaboração de Teerã após sucessivos pedidos para que o país reabrisse suas instalações aos inspetores.

O chefe da AIEA também confirmou sinais de movimentação em Pickaxe Mountain, complexo de túneis construído pelo Irã para proteger instalações de eventuais ataques. "Há algumas indicações de que existe movimento em torno desse canteiro de obras", afirmou. Ele ressaltou, porém, que a agência não tem informações concretas sobre atividades realizadas no local e nunca inspecionou o complexo.

Grossi afirmou que Pickaxe deverá ser visitado quando a AIEA recuperar acesso ao programa iraniano, assim como Fordow e Isfahan.

O diretor-geral ainda alertou que o aumento dos conflitos internacionais pode levar mais países a reconsiderar a opção por armas nucleares. Um mundo com 18 ou 25 Estados nuclearmente armados tornaria seu uso "100% garantido", disse. "Isso é algo que precisamos evitar a todo custo."

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros