Sábado, 19 de Setembro de 2020, 15h:11

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Mãe de Isabele alega surpresa com HC de atiradora e espera justiça

Por: AMANDA DIVINA

A mãe da jovem Isabele Guimarães, de 14 anos, que morreu após ser atingida com um disparo de arma de fogo no rosto, lamentou a suspensão da intervenção provisória da atiradora no Centro Socioeducativo Menina Moça, no Complexo Pomeri. Patrícia Guimarães relatou que esperava que a adolescente ficasse 45 dias internada.

isabele

 

Na terça-feira (15), a atiradora foi internada provisoriamente na unidade, no entanto menos de 24 horas depois, a família da menor infratora conseguiu um habeas corpus. Consta na decisão que o motivo da liberação da jovem seria porque ela não oferece riscos à sociedade.

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Ela deverá responder por homicídio doloso em liberdade. Durante uma entrevista no programa MTTV 2ª Edição, da TVCA, a mãe de Isabele relatou que ficou surpresa ao ter conhecimento da liberação da adolescente da unidade.

"Não era assim que eu imaginava. Espera que, no mínimo, fosse passar os 45 dias. Eu fiquei muito assustada com a velocidade das coisas”, disse Patrícia.

Em seguida, a empresária questionou o motivo do Habeas Corpus concedido para a adolescente pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Rui Ramos. De acordo com seu relato, ela ainda espera a punição da família Cestari.

“Ela representa, sim, um perigo para sociedade. Não só eu mas como a sociedade em si, os amigos e os familiares, temos esperado e acreditado que essas pessoas vão ser punidas por aquilo que fizeram, porque não é um crime comum", disse Patrícia.

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A mãe de isabele criticou ainda a declaração do pai da atiradora, Marcelo Cestari, onde ele afirmou que sua filha não estaria arrependida, visto que a menor não teria cometido nenhum ato infracional.

“O que o pai dela disse, que ela não tinha feito nada. Porque eles insistem na hipótese de acidente, o que para mim está totalmente descartado. Para eu poder perdoá-los, eu preciso saber o que aconteceu. Eu preciso saber que a justiça está ao meu lado e que essas pessoas vão ser penalizadas”, ressaltou.

 

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