O serviço de coleta de resíduos sólidos em Várzea Grande sofreu uma nova reviravolta jurídica. A Prefeitura Municipal confirmou, nesta segunda-feira (12), que a empresa Locar Saneamento Ambiental deve restabelecer integralmente a coleta de lixo na cidade, por força de uma determinação do Poder Judiciário.
A Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana foi notificada da decisão ainda pela manhã. Com isso, a empresa retoma as atividades de forma imediata, independentemente de novos atos administrativos por parte da gestão municipal.
Em nota, a Administração Municipal esclareceu que o cumprimento da ordem é obrigatório e que está adotando as medidas necessárias para garantir que os caminhões voltem às ruas sem prejuízos à população.
"Por se tratar de decisão judicial, não cabe ao município deliberar sobre sua execução. A empresa deve restabelecer integralmente o serviço por determinação do Judiciário", informou o comunicado oficial.
Por sua a vez, também por meio de nota à imprensa, a empresa criticou o Município por manter a comunicação no 'campo jurídico'. Em resposta às tentativas de contato, o Município informou que, por se tratar de uma questão judicializada, toda comunicação deve ocorrer exclusivamente por meio da Procuradoria-Geral e nos autos do processo.
HSTÓRICO DO IMPASSE
Desde o início da gestão Flávia Moretti existe uma insegurança quanto a prestação do serviço nos bairros de Várzea Grande deviso ao impasse entre empresa e município.
Em dezembro de 2025, a situação escalonou, quando a Prefeitua contratou, em caráter emergencial, a empresa Concreta Construção e Incorporação Ltda para assumir a coleta e transporte de resíduos sólidos no município, e uma medida para não estender o contrato com a lcar, que havia finalizado no mês anterior, e já era alvo de imbróglio.
À época, o município afirmou por meio de nota enviada a o HNT que a contratação emergencial foi motivada pela situação do contrato anterior com a Locar, que foi objeto de recomendação de nulidade pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), além de outras decisões judiciais correlatas.
Pesavam contra a Locar denúncias de irregularidades, processos trabalhistas por descumprimento de convenção coletiva e um histórico de greves.
Enquanto a Locar alega que o município está inadimplente, com uma dívida acumulada com a Prefeitura, que já supera R$ 15 milhões. Segundo a empresa, os valores correspondem aos serviços prestados em dezembro de 2024 e nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro de 2025.
LEIA MAIS: Flávia determina que nova empresa dê início emergencial ao serviço de limpeza urbana de VG
Coleta de lixo é suspensa em VG após empresa alegar atraso de R$ 12,4 Mi da prefeitura
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.


