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Justiça Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026, 17:12 - A | A

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026, 17h:12 - A | A

MOTIVO TORPE

Justiça nega novo pedido e mantém prisão de PM que matou personal em Várzea Grande

Crime ocorreu após disputa judicial originada em acidente de trânsito; vítima foi executada a tiros dentro do carro

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande manteve, nesta terça-feira (13), a prisão preventiva do policial militar Raylton Duarte Mourão, acusado de homicídio triplamente qualificado contra a personal trainer Rozeli da Costa Nunes. A decisão é desta terça-feira (13).

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com as investigações, a vítima foi morta devido a um acidente de trânsito que se transformou em disputa judicial.

Rozely foi morta na manhã de quinta-feira, 11 de setembro de 2025, dentro do próprio carro enquanto estava a caminho do trabalho. Raylton estava na garupa de uma motocicleta e interpelou a personal no trajeto, executando-a com diversos tiros. Depois do crime, ele e a esposa fugiram.

“Permanece a conclusão de que a prisão preventiva se trata de medida necessária para assegurar a ordem pública, diante da gravidade concreta dos fatos imputados na inicial, revelada, especialmente, pelo modus operandi, em princípio, empregado para a prática dos delitos, explicou o magistrado.

LEIA MAIS: PM diz que “voz” dizia para matar personal; delegado fala em premeditação; vídeo

Esta não é a primeira tentativa de Raylton se livrar da cadeia. Em setembro de 2025, apesar de ter confessado o crime, ele alegou fazer tratamento psiquiátrico para síndrome do pânico, depressão e outros transtornos. Na ocasião, o juiz negou o pedido para medidas cautelares mas autorizou o tratamento médico.

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