O 3º Juizado Especial Cível de Cuiabá negou o pedido de liminar da vereadora Maysa Leão (Republicanos) para a retirada imediata de vídeos e postagens das redes sociais do prefeito Abilio Brunini (PL). A decisão judicial, que mantém os conteúdos no ar, ocorre após um intenso embate político iniciado quando o prefeito associou a parlamentar a um suposto repasse de R$ 4 milhões do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) ao Instituto Lírios, entidade presidida por uma ex-coordenadora de campanha da vereadora.
O juízo considerou que a narrativa apresentada por Maysa é unilateral e que a suspensão de conteúdos exige, primeiro, garantir o contraditório e a ampla defesa, avaliando se as falas configuram abuso ou se estão dentro dos limites da manifestação do pensamento político.
O conflito público entre a vereadora e o chefe do Executivo Municipal ocorreu durante uma coletiva de imprensa na Câmara Municipal, onde Maysa interrompeu o prefeito para cobrar explicações sobre as insinuações. Abilio sustenta que os recursos federais, oriundos da gestão do ministro Carlos Fávaro (PSD), estariam sendo utilizados para a projeção eleitoral da vereadora no interior do estado, visando uma possível candidatura à Assembleia Legislativa em 2026.
Maysa Leão, por sua vez, classificou as afirmações como "ilações" sem provas, defendendo que o instituto participou de um projeto federal transparente coordenado pela UFMT.
No campo político, a vereadora sustenta que as falas do prefeito extrapolam a crítica administrativa e configuram "violência política de gênero", buscando ridicularizar sua atuação parlamentar.
A defesa de Maysa argumenta que a conduta do prefeito gerou um "linchamento virtual", incitado por vídeos editados com trucagem que distorcem o contexto da discussão original. A ação judicial pede, além da remoção do conteúdo, uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.
O Judiciário destacou que a prudência recomenda o devido processo legal antes de qualquer medida restritiva, dada a necessidade de verificar se as acusações de Abilio são infundadas ou se fazem parte do escrutínio público de agentes políticos.
Enquanto o mérito da ação não é julgado, as postagens que associam a vereadora às supostas irregularidades permanecem acessíveis nas redes sociais do prefeito, que conta com mais de 1,5 milhão de seguidores. Uma audiência de conciliação entre as partes deverá ser agendada para dar continuidade ao processo.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








