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Justiça Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026, 12:52 - A | A

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026, 12h:52 - A | A

CASO DE 2020

Justiça dá mais oito dias para defesa de PMs presos por suspeita de plano contra comitê eleitoral

Defesas de três policiais militares ganharam oito dias para apresentar alegações finais em processo relacionado ao caso de novembro de 2020; decisão não julga o mérito das acusações.

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

REPRODUÇÃO

Roney Petterson Silva Faria, Valdir Maria do Nascimento e João Batista Silveira dos Santos.jpeg

A Justiça Militar de Mato Grosso concedeu mais oito dias para que as defesas de três policiais militares apresentem as alegações finais em um processo relacionado ao caso que veio à tona em novembro de 2020, quando eles foram presos sob suspeita de planejar um roubo ao comitê eleitoral da então candidata a vereadora Edleusa Mesquita, em Cuiabá.

A decisão foi assinada pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, e disponibilizada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional na quinta-feira (15).

Os beneficiados são Roney Petterson Silva Faria, Valdir Maria do Nascimento e João Batista Silveira dos Santos. As defesas solicitaram a prorrogação do prazo alegando a complexidade das provas documentais e audiovisuais, além de sucessivas ampliações de prazo concedidas anteriormente ao Ministério Público.

Ao analisar os pedidos, o magistrado considerou que a pluralidade de acusados e a necessidade de examinar individualmente as provas justificavam a concessão excepcional de prazo adicional.

O prazo de oito dias será contado a partir da respectiva intimação das defesas. Após a apresentação das alegações finais ou o encerramento do prazo, os autos deverão voltar conclusos ao juiz para prosseguimento.

PRISÃO OCORREU EM NOVEMBRO DE 2020

O caso ganhou repercussão em 12 de novembro de 2020, quando três policiais militares e outros dois homens foram presos no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. Na ocasião, a suspeita divulgada pela polícia era de que o grupo planejava roubar o comitê eleitoral de Edleusa Mesquita, que também era presidente licenciada do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso.

Durante a ação, foram apreendidas armas, munições, camisetas da Polícia Civil, capas de coletes, placas balísticas, algemas e outros equipamentos.

Na época, Edleusa afirmou ao HiperNotícias que não acreditava que o objetivo fosse roubar o comitê. Ela levantou a possibilidade de que a intenção fosse executar alguém de sua equipe e também mencionou uma possível motivação política. Essas declarações representavam a avaliação da candidata, e não uma conclusão confirmada pela investigação.

No dia seguinte às prisões, o sindicato dos investigadores cobrou esclarecimentos da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a finalidade do suposto plano.

DECISÃO NÃO DEFINNE CULPA DOS ACUSADOS

A decisão mais recente trata exclusivamente da ampliação do prazo para as manifestações finais das defesas. O magistrado não julgou o mérito das acusações, não condenou nem absolveu os policiais e não apresentou conclusão sobre a finalidade do suposto plano contra o comitê.

O documento também não esclarece se a hipótese de atentado levantada pela candidata foi confirmada durante a investigação. O processo segue em tramitação na Justiça Militar, e a decisão não informa uma data para eventual sentença.

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