A Justiça Militar de Mato Grosso concedeu mais oito dias para que as defesas de três policiais militares apresentem as alegações finais em um processo relacionado ao caso que veio à tona em novembro de 2020, quando eles foram presos sob suspeita de planejar um roubo ao comitê eleitoral da então candidata a vereadora Edleusa Mesquita, em Cuiabá.
A decisão foi assinada pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, e disponibilizada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional na quinta-feira (15).
Os beneficiados são Roney Petterson Silva Faria, Valdir Maria do Nascimento e João Batista Silveira dos Santos. As defesas solicitaram a prorrogação do prazo alegando a complexidade das provas documentais e audiovisuais, além de sucessivas ampliações de prazo concedidas anteriormente ao Ministério Público.
Ao analisar os pedidos, o magistrado considerou que a pluralidade de acusados e a necessidade de examinar individualmente as provas justificavam a concessão excepcional de prazo adicional.
O prazo de oito dias será contado a partir da respectiva intimação das defesas. Após a apresentação das alegações finais ou o encerramento do prazo, os autos deverão voltar conclusos ao juiz para prosseguimento.
PRISÃO OCORREU EM NOVEMBRO DE 2020
O caso ganhou repercussão em 12 de novembro de 2020, quando três policiais militares e outros dois homens foram presos no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. Na ocasião, a suspeita divulgada pela polícia era de que o grupo planejava roubar o comitê eleitoral de Edleusa Mesquita, que também era presidente licenciada do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso.
Durante a ação, foram apreendidas armas, munições, camisetas da Polícia Civil, capas de coletes, placas balísticas, algemas e outros equipamentos.
Na época, Edleusa afirmou ao HiperNotícias que não acreditava que o objetivo fosse roubar o comitê. Ela levantou a possibilidade de que a intenção fosse executar alguém de sua equipe e também mencionou uma possível motivação política. Essas declarações representavam a avaliação da candidata, e não uma conclusão confirmada pela investigação.
No dia seguinte às prisões, o sindicato dos investigadores cobrou esclarecimentos da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a finalidade do suposto plano.
DECISÃO NÃO DEFINNE CULPA DOS ACUSADOS
A decisão mais recente trata exclusivamente da ampliação do prazo para as manifestações finais das defesas. O magistrado não julgou o mérito das acusações, não condenou nem absolveu os policiais e não apresentou conclusão sobre a finalidade do suposto plano contra o comitê.
O documento também não esclarece se a hipótese de atentado levantada pela candidata foi confirmada durante a investigação. O processo segue em tramitação na Justiça Militar, e a decisão não informa uma data para eventual sentença.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










