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NO HOSPITAL GERAL

CRM abre sindicância para investigar morte de jovem durante cirurgia plástica em Cuiabá

Lurdes Maria passou por procedimentos estéticos no Hospital Geral; médico responsável já foi investigado em operações sobre contratos da Saúde

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução

Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha e  Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para apurar a morte da jovem Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, durante uma cirurgia plástica realizada nesta sexta-feira (16), no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá.

LEIA MAIS: Mãe de dois filhos, jovem de 24 anos morre durante plásticas em Cuiabá

O médico responsável pelos procedimentos é Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza, que em nota, afirmou que durante o procedimento cirurgico, a equipe identificou uma intercorrência súbita e interrompeu imediatamente o procedimento. 

Mãe de duas crianças, Lurdes Maria sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica por cerca de duas horas. Entre os procedimentos realizados estavam a colocação de próteses mamárias e a lipoescultura. 

Em nota, o CRM-MT lamentou o falecimento e prestou condolências à família. O Conselho informou que a sindicância será aberta para apurar rigorosamente a dinâmica e o atendimento.

"O CRM-MT informa que será instaurada uma sindicância ex officio para apurar rigorosamente a dinâmica e todas as circunstâncias que envolveram o atendimento e o falecimento da paciente", diz trecho da nota

O órgão ressaltou ainda que o procedimento corre em absoluto sigilo e que a abertura da sindicância é um trâmite legal necessário, não significando condenação prévia do profissional, sendo garantidos ampla defesa e contraditório. 

Conforme publicado pelo HNT, o caso ganhou ainda um desdobramento dentro do hospital. Após a comunicação da morte, houve confusão na unidade. O médico registrou boletim de ocorrência relatando ter sido agredido e ameaçado de morte por familiares da paciente.

Em nota, a defesa do médico afirmou que o procedimento foi realizado em ambiente hospitalar adequado, por profissionais habilitados e após avaliações pré-operatórias, e que a equipe manteve manobras de reanimação. 

O nome do médico já apareceu em investigações sobre contratos da Saúde. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual em dezembro de 2023, no âmbito da Operação Espelho, que apura suspeitas de fraudes em licitações de serviços médicos na pandemia, e foi alvo de buscas na Operação Cartão Postal, em outubro de 2023, em Sinop.

A causa oficial da morte ainda será esclarecida pelos órgãos competentes

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