A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva de Renato Rodrigues Alves, acusado de homicídio qualificado, tortura e integração de organização criminosa. A decisão, desta segunda-feira (18), aconteceu após a realização da audiência de custódia do suspeito. Renato é apontado por ter participado da aplicação de um “salve” em Fábio Rodrigo Santos de Castro no bairro Jardim Leblon em janeiro deste ano a mando do Comando Vermelho.
Renato Rodrigues Alves foi capturado por agentes da Polícia Judiciária Civil no início da manhã do dia 15 de maio de 2026, no bairro Areão, em Cuiabá. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido nos autos de uma ação penal que apura crimes graves praticados no âmbito do CV em Mato Grosso.
De acordo com a Polícia, os indícios contra o acusado foram colhidos a partir de perícia forense realizada em seu próprio aparelho celular. No dispositivo, a polícia encontrou diálogos diretos com outro investigado, Gustavo Batista Mello, que tratavam do monitoramento, sequestro e interrogatório de Fábio. Os arquivos também continham um vídeo do espancamento da vítima, o que, segundo a decisão, demonstra um padrão sistemático de violência e atuação dentro de uma estrutura criminosa hierarquizada.
“A periculosidade concreta do custodiado, calcada não na gravidade abstrata do delito, mas nas circunstâncias objetivas e individualizadas da conduta investigada, permanece demonstrada”, destacou.
A magistrada apontou que a manutenção da prisão é necessária para a garantia da ordem pública e para a conveniência da instrução criminal, que segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.
“Some-se a isso o histórico de condenações por crimes de tráfico e roubo constantes de sua folha de antecedentes, com cinco incidências registradas, a indicar risco real e concreto de reiteração delitiva, bem como de frustração da aplicação da lei penal”, completou.
A decisão aponta que, ao saber da morte da vítima, o acusado demonstrou preocupação com o rastreamento da tornozeleira eletrônica que utilizava na época.
Além disso, o histórico do preso pesa contra sua liberdade, visto que ele possui cinco registros anteriores por crimes de tráfico de drogas e roubo. Renato Rodrigues Alves foi encaminhado para uma unidade prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
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