Justiça Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2011, 22:00 - A | A

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SURPRESA

Josino é absolvido e advogado anuncia decisão do Conselho de Sentença antes do juiz federal

Empresário, que era acusado de mandar matar o juiz, se livra de uma decisão negativa, mas continua preso por ser condenado pela prática de fraude processual; procuradores dizem que jurados não entenderam a dinâmica da votação

JORGE ESTEVÃO / HÉRICA TEIXEIRA

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

Filho de Leopoldino Amaral, Leopoldo Gattas (de camiseta azul, disse que o julgamento foi "uma palhaçada"; na quarta-feira (30), Leopoldo disse que o resultado seria negativo

 

O empresário Josino Pereira Guimarães foi absolvido pelo Tribunal do Júri da Justiça Federal em Mato Grosso pela acusação de ser o mandante do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral. A decisão foi proferida pelo juiz da 7ª Vara Criminal, Rafael Vasconcelos Porto. Os procuradores da República, que atuaram na acusação, vão recorrer.

Apesar de ser absolvido desta acusação, Josino continuará preso porque foi condenado a 7 anos. O empresário, junto com o delegado Márcio Pieroni, com auxílio de outras pessoas, montaram uma falsa investigação para tentar anular a julgamento do empresário. O plano era mostrar que Leopoldino estaria vivo.

Antes de a sentença ser proferida, o advogado João Nunes da Cunha Neto, saiu da Sala Secreta, onde estava junto com o Conselho de Sentença, juiz e procuradores federais, anunciou a decisão do Tribunal do Júri.

O juiz federal Rafael Vasconcelos, antes de se reunir com o Conselho de Sentença, advertiu a plateia e principalmente defesa e procuradores que qualquer manifestação estava proibida e quem não cumprisse a ordem, seria retirado do auditório.

A atitude do advogado revoltou a família do juiz Leopoldino Marques do Amaral, que viu no comportamento do advogado uma afronta. Muitas pessoas que estavam no auditório também criticaram o comportamento da defesa.

Leopoldo Gattas, filho do juiz assassinado, disse que está revoltado. Ele informou que já sabia do resultado e que achou o andamento do Tribunal do Júri como “palhaçada”.

O irmão de Josino, Cloves Guimarães, era o mais eufórico com a decisão. Em determinados momentos, passou por diversas vezes perto da família do juiz assassinado. Mesmo sem provocação, a atitude foi vista como uma certa “arrogância”.

Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenação do réu. Por volta das 21h35, o juiz anunciou a decisão do júri. Segundo o magistrado, os jurados decidiram por maioria que o juiz foi realmente morto por tiros; também por 4 votos entenderam que Josino foi o mandante, mas o absolveram.

A explicação do procurador Douglas Santos Araújo é que pode ter havido um erro por parte dos jurados por terem respondido “sim” ao quesito mandante e “sim” para absolvição o que, segundo ele, é algo “ilógico”.

Os jurados, explica o procurador, apontaram Josino como mandante, mas o absolveram sem nenhuma justificativa, o que “há uma evidente contradição”. O procurador tratou a decisão com irônia. “Se vocês (jornalistas) entenderem, me avisem”.

Atualizada às 00h05

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Advogado 02/12/2011

Se o advogado anunciou a decisao antes dos votos dos jurados é porque nesse mato tinha coelho. Ninguem tem bola de cristal. O MPf vai recorrer? A sociedade cuiabana espera que essa vergonha seja revista.

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