Nicássio José Barbosa, conhecido como como “Nicássio do Juca”, por ser irmão do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assumir uma vaga na Câmara de Vereadores de Cuiabá. O pedido, protocolado no dia 8 de janeiro, será analisado pela ministra Cármen Lúcia. Se a decisão for favorável, ele irá ocupar a vaga de Chico 2000.
Nicássio teve sua candidatura indeferida nas eleições municipais de 2024 pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TER-MT) por ter sido considerado inelegível até 2025 após uma condenação de nove anos e oito meses por homicídio tentado contra Sivaldo Dias Campos. Mesmo assim ele obteve 2.975 votos à Câmara de Vereadores e a Justiça manteve seus votos congelados.
Já em dezembro de 2025, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) acolheu recurso do candidato para remição da pena considerando o período em que ele cumpriu o recolhimento domiciliar noturno entre 12 de julho de 2001 e 25 de julho de 2005. De acordo com entendimento do Superior Tribunal Federal (STF), cada três noites equivalem a um dia de remição, assim como cada dois dias completos de finais de semana ou feriados equivalem a um dia a menos da pena.
Com isso, o cálculo da sentença total foi reduzido e ele poderá, após análise da ministra, assumir como vereador.
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O CRIME
Nas eleições de 2000, Sivaldo, então militante do Partido dos Trabalhadores (PT) e fundador do Movimento Cívico de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), ficou como suplente a vereador de Cuiabá, enquanto Nicassio Barbosa era o terceiro suplente do partido.
Uma semana após as eleições, Sivaldo foi baleado na cabeça ao chegar em casa e permaneceu em coma por vários meses. Nicássio foi preso como mandante do crime, e outros cinco réus foram condenados pela participação na tentativa de assassinato.
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