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Justiça Quinta-feira, 21 de Maio de 2026, 19:51 - A | A

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026, 19h:51 - A | A

HNT ENTREVISTA

Primo usou assinatura falsa de pai falecido para "tomar" herança

Segundo Matheus Paganotti, contrato não foi reconhecido em cartório e não tem a assinatura de testemunhas

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O universitário Matheus Paganotti, disse ao HNT Entrevista que o primo Luís Carlos de Queiroz Júnior, vulgo 'JR', apresentou documento de compra e venda com indício de falsidade ideológica de uma área deixada pelo pai Eufrasio Santos de Oliveira, em Alta Floresta (790 km de Cuiabá). Segundo ele, 'JR' falsificou a assinatura de Eufrasio. Além disso, o contrato não é reconhecido em cartório e não tem a assinatura de testemunhas. Matheus trava uma batalha na Justiça contra o primo e outros familiares que tentam impedi-lo de assumir a herança.

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Parece que nós não somos filhos do nosso pai

O terreno foi comprado pelo avô do universitário e dividido entre seus 12 filhos. Quando o pai faleceu, foi transferido automaticamente para Matheus e sua irmã, a pedagoga Jéssica Paganotti, o direito a posse na propriedade. 'JR' mora em um rancho próximo ao imóvel e não quer ter os primos como vizinho, ficando com a residência em seu nome. Matheus e a irmã se negam a abrir mão da herança.

"Até parece que nós não somos filhos do nosso pai. Até parece que eles são filhos do nosso pai e a gente não é. Eles entraram na Justiça pra pegar a casa que meu pai construiu. Agora que a gente está tomando conta da herança do meu pai, da parte que ficou pra ele, que é a chácara, os dois alqueires e meio de terra, que seja. Seja um palmo de terra, a gente quer pra gente", disparou o jovem.

'JR' não é o único a tentar usurpar a herança. Outro primo, Alexandre de Paula, vulgo 'Guga', que agrediu Jéssica com chicote, convenceu os atuais inquilinos do imóvel que Matheus e a pedagoga não são os proprietários verdadeiros da casa e passou a receber o aluguel no lugar dos irmãos.

"Eles ficam atormentando os inquilinos. Falando que a casa não é nossa, levando contrato de locação pra os inquilinos assinarem. Inclusive, tem três meses que os inquilinos pararam de pagar o aluguel da casa", afirmou Matheus.

Eles ficam atormentando os inquilinos

O universitário detalhou que os inquilinos não respondem sua mensagem há três meses. Guga passou a investir na aproximação com os inquilinos após bater na prima, em dezembro de 2025. Os moradores da casa foram os únicos a testemunhar as agressões.

"Ele se aproximou dos inquilinos e trouxe os inquilinos pra perto deles. Hoje, os inquilinos não respondem mais a gente, não pagam mais aluguel pra gente. Pagam pra ele. Ele falou pra gente que a gente não tem casa ali. Sendo que eu provo por A mais B que a gente morou ali a vida inteira", lamentou Matheus.

Os irmãos nascerem e foram criados pelos pais em Alta Floresta. Ambos deixaram a cidade após Matheus ser ameaçado de morte pelo tio, o ex-vereador Luís Carlos de Queiroz. 'JR' é filho do ex-vereador. Ele não ameaçou o irmãos, mas é investigado por falsidade ideológica. O inquérito foi aberto em Cuiabá onde os herdeiros moram atualmente, mas foi transferido para delegacia na cidade em que fica a propriedade. 

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EMBATE JUDICIAL

A propriedade tem ao todo 77 hectares. A área onde o pai de Matheus construiu um imóvel tem cerca de um lote de 1,8 metros quadrados. Mas o universitário e sua irmã ainda afirmam ter direito a 6 hectares, em área de vegetação que pode ser usada para plantio ou a construção de outros imóveis. 

A Justiça já reconheceu em primeira instância o direito a propriedade dos irmãos Paganotti. Ambos registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil contra o tio e os primos. O caso, inicialmente, era investigado em Cuiabá, mas agora foi repassado à delegacia de Alta Floresta.  

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