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Justiça Quinta-feira, 05 de Outubro de 2023, 16:44 - A | A

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Quinta-feira, 05 de Outubro de 2023, 16h:44 - A | A

CONTRATO DE R$ 19,6 MI

Ex-secretário é suspeito de favorecer empresa que prestou serviços "fantasmas" na Saúde

De acordo com as investigações da PF, a Lag Lob recebeu R$ 52,8 milhões em contratos com a prefeitura entre 2018 e 2022. Especificamente no contrato investigado, foram pagos R$ 19,6 milhões, dos quais R$ 13,3 milhões foram oriundos de repasses federais

RAYNNA NICOLAS
Da Redação

Gilmar Souza Cardoso, ex-secretário-adjunto de Gestão, é investigado por favorecer a empresa Log Lab Inteligência Digital Ltda. O contrato milionário foi alvo da Operação Interum deflagrada na quarta-feira (4). Ao todo, foram repassados R$ 19,6 milhões à empresa por serviços 'fantasmas', segundo a Polícia Federal. 

O contrato teve origem na adesão da SMS a uma ata de registro de preços elaborada para a Assembleia Legislativa. Segundo a PF, o processo tramitou apenas com uma nota técnica assinada por Gilmar Souza Cardoso, à epóca coordenador de TI da SMS, sem a elaboração de um termo de referência que pudesse justificar a contratação. 

LEIA MAIS: Proprietários de empresa na avenida do CPA são suspeitos de participação no esquema da Saúde

Depois, o contrato sofreu sucessivas prorrogações com explicações 'vagas e imprecisas' sobre a vantajosidade, além de reajuste de 25% também patrocinado pelo servidor investigado. 

No documento que deu origem à Operação, a Polícia Federal também cita que o acompanhamento do contrato era precário e que os relatórios de fiscalização são superficiais e não trazem informações acerca da execução dos serviços. Dos 20 relatórios, 16 foram assinados por Gilmar Souza Cardoso e outros quatro por Rogério Leandro Alves, que também é investigado na operação. 

MOVIMENTAÇÕES MILIONÁRIAS

De acordo com as investigações da PF, a Lag Lob recebeu R$ 52,8 milhões em contratos com a prefeitura entre 2018 e 2022. Especificamente no contrato investigado, foram pagos R$ 19,6 milhões, dos quais R$ 13,3 milhões foram oriundos de repasses federais. 

Ainda conforme a Polícia Federal, os pagamentos milionários contribuíram para a movimentação de R$ 248,1 milhões nas contas da empresa, entre 2019 e 2022, entre débitos e créditos. 

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