Gilmar Souza Cardoso, ex-secretário-adjunto de Gestão, é investigado por favorecer a empresa Log Lab Inteligência Digital Ltda. O contrato milionário foi alvo da Operação Interum deflagrada na quarta-feira (4). Ao todo, foram repassados R$ 19,6 milhões à empresa por serviços 'fantasmas', segundo a Polícia Federal.
O contrato teve origem na adesão da SMS a uma ata de registro de preços elaborada para a Assembleia Legislativa. Segundo a PF, o processo tramitou apenas com uma nota técnica assinada por Gilmar Souza Cardoso, à epóca coordenador de TI da SMS, sem a elaboração de um termo de referência que pudesse justificar a contratação.
Depois, o contrato sofreu sucessivas prorrogações com explicações 'vagas e imprecisas' sobre a vantajosidade, além de reajuste de 25% também patrocinado pelo servidor investigado.
No documento que deu origem à Operação, a Polícia Federal também cita que o acompanhamento do contrato era precário e que os relatórios de fiscalização são superficiais e não trazem informações acerca da execução dos serviços. Dos 20 relatórios, 16 foram assinados por Gilmar Souza Cardoso e outros quatro por Rogério Leandro Alves, que também é investigado na operação.
MOVIMENTAÇÕES MILIONÁRIAS
De acordo com as investigações da PF, a Lag Lob recebeu R$ 52,8 milhões em contratos com a prefeitura entre 2018 e 2022. Especificamente no contrato investigado, foram pagos R$ 19,6 milhões, dos quais R$ 13,3 milhões foram oriundos de repasses federais.
Ainda conforme a Polícia Federal, os pagamentos milionários contribuíram para a movimentação de R$ 248,1 milhões nas contas da empresa, entre 2019 e 2022, entre débitos e créditos.
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