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Justiça Segunda-feira, 20 de Maio de 2024, 11:27 - A | A

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Segunda-feira, 20 de Maio de 2024, 11h:27 - A | A

SOB MEDIDAS CAUTELARES

Delegado acusado de chefiar "gabinete do crime" em Peixoto pede autorização para morar em Brasília

Geordan foi preso no âmbito da Operação Diaphthora, em abril deste ano, acusado de chefiar um "gabinete do crime" na delegacia de Peixoto de Azevedo, da qual era titular

RAYNNA NICOLAS
Da Redação

O delegado Geordan Atunes Fontenelle, solto na semana passada, requereu à Justiça a possibilidade de cumprir suas medidas cautelares em Brasília (DF). Em petição protocolada na 2ª Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo (673 km de Cuiabá), Fontenelle afirmou que passará a residir no Distrito Federal para ficar mais próximo da família. 

O delegado foi preso no âmbito da 'Operação Diaphthora', em abril deste ano, acusado de chefiar um 'gabinete do crime' na delegacia de Peixoto, da qual era titular. Na semana passada, a prisão foi substituída por uma série de cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico, afastamento do cargo e suspensão do porte de arma de fogo. 

Além disso, foi determinado o comparecimento a todos os atos judiciais, além de periodicamente no prazo e nas condições a serem fixadas na origem, para fins de informar e justificar suas atividades; proibição de qualquer contato com as testemunhas, vítimas, corréus e demais envolvidos na investigação e proibição de acesso à Delegacia de Peixoto de Azevedo, Matupá e de outras da região norte do Estado, assim como em manter contato com seus servidores policiais e outros que ali trabalhem. 

Geordan também foi proibido de se ausentar da cidade em que resida ou de se mudar de endereço sem autorização prévia do juízo de origem e terá que entregar o passaporte à Justiça. 

LEIA MAIS: "Braço direito" de Zema em Brasília servia de laranja para delegado que chefiava "gabinete do crime"

Dentre os fatos apurados na investigação contra o delegado constam cobrança de propina para liberação de bens apreendidos, arbitragem de fiança e para conceder a presos 'acomodações especiais' na delegacia. Ele também é acusado de tocar uma empresa de segurança privada para favorecer garimpeiros da região.

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