Justiça Quinta-feira, 01 de Setembro de 2011, 18:03 - A | A

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TRAGÉDIA EM MT

Associação diz que co-piloto do Legacy mentiu em depoimento

Jan Paulo Paladino disse, no dia 30 de março, que não pilotava havia seis meses

DA REDAÇÃO

Arquivo

Jan Paul Paladino, co-piloto do jato Legacy que colidiu com o Boeing da Gol em 2006, deixando 154 mortos em Mato Grosso, pode ter mentido em seu depoimento à justiça brasileira, no dia 30 de março deste ano, quando disse que não pilotava havia seis meses.

Em contato feito pela Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 com a assessoria de imprensa da American Airlines a informação foi que Jan Paul Paladino continua trabalhando na empresa, mas que a revelação sobre se ele continua ou não pilotando é sigilosa. Membros do Fórum Contra a Privatização e o Sindicato dos Segundo a lei ninguém pode ser constrangido a confessar um crime ou produzir provas contra si mesmo. Por isso, Paladino não pode sofrer nenhuma consequência penal ao mentir em um depoimento, como pode ter feito ao dizer que não pilota há seis meses. A legislação diz que o réu tem o direito de mentir, ficando somente as testemunhas sob juramento de contar a verdade.

Os norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino são os responsáveis pela tragédia da Gol e cometeram diversos erros que levaram a aeronave que pilotavam a colidir com o avião da Gol. O Ministério Público Federal e a Associação de Familiares e Amigos das Vítimas movem um processo criminal contra os dois. O comandante, Joseph Lepore continua trabalhando normalmente na ExcelAire.

No dia 26 de maio os pilotos foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semi-aberto, com reversão de pena para serviços prestados a comunidade. O processo criminal caminha para segunda instância e os familiares das vítimas aguardam justiça. Rosane Gutjahr, diretora da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, reforça que, se realmente comprovada a mentira, a declaração de Paladino no depoimento seria mais uma prova cabal de que eles estavam errados.

“Paladino mentiu em vários pontos todo o depoimento. Então, se ele ainda estiver pilotando na American Airlines, realmente não ficarei surpresa. Espero que agora, na segunda instância, a sentença seja condizente com as 154 mortes que eles provocaram, dentre elas de meu marido, Rolf Gutjahr", declara Rosane. (Com informações da Assessoria)

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