Justiça Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011, 11:01 - A | A

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011, 11h:01 - A | A

INVESTIGAÇÃO

Após pedido do Supremo, PF vai investigar morte da juíza no Rio

Acioli foi morta na noite de 11 de agosto quando chegava em sua casa, em Niterói após uma seção no fórum de São Gonçalo

AGÊNCIA BRASIL

A Superintendência da Polícia Federal no Rio vai investigar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (região metropolitana). A determinação é do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e atende a pedido do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso.

"Crimes covardes contra a pessoa de magistrados constituem atentados à independência do Judiciário, ao Estado de direito e à democracia brasileira. A preservação do império da lei em nosso país exige a rápida apuração dos fatos e a punição rigorosa dos responsáveis por este ato de barbárie", disse Peluso em nota. "A juíza Patrícia Lourival Acioli deixa uma lição de profissionalismo, rigor técnico e dedicação à causa do direito. Que esse exemplo sirva de consolo a seus familiares, a quem encaminho minha solidariedade e sinceras condolências", acrescentou ele.

Acioli foi morta na noite de 11 de agosto quando chegava em sua casa, em Niterói (região metropolitana) após uma seção no fórum de São Gonçalo. A perícia constatou que ao menos 15 tiros atingiram o veículo. O total de tiros disparados, no entanto, ainda não foi determinado.

Segundo a polícia, as imagens flagraram o momento em que os criminosos fugiam após o crime. Testemunhas afirmaram que eles estavam em dois carros e duas motos, mas o número de criminosos que participaram da ação ainda é desconhecido.

Proteção

Segundo a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) a juíza integrava uma "lista negra" com o nome 12 pessoas que estavam marcadas pelo para morrer. A lista foi encontrada com um suposto traficante preso no Espírito Santo.

De acordo com a entidade, Patrícia é "mártir da magistratura no combate ao crime organizado". A nota ainda diz que o carro da juíza já havia sido metralhado anteriormente e "mesmo assim não tinha qualquer segurança a sua disposição".

Já o presidente da Associação dos Magistrados do Rio, Antônio Siqueira, disse que a juíza Patrícia Lourival Acioli dispensou a segurança oferecida pelo Tribunal de Justiça. Siqueira falou a jornalistas na cerimônia de troca de comando da Força de Pacificação do complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio, onde conversou com o governador Sérgio Cabral (PMDB).

De acordo com o magistrado, Patrícia dispensou, em 2007, a segurança oferecida pelo tribunal aos juízes ameaçados. Ele disse que, na época, ela explicou que seu companheiro era policial e que ele se encarregaria de sua segurança. Para Siqueira, não houve falha do tribunal em fornecer proteção à magistrada.

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