O aumento repentino no preço dos combustíveis em Mato Grosso colocou o Ministério Público (MPMT) em alerta. Nos últimos dias, o órgão intensificou fiscalizações em diferentes municípios para investigar possíveis abusos e evitar que o consumidor pague a conta de reajustes considerados injustificados.
A movimentação ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional de petróleo, que tem provocado oscilações no preço do barril e reflexos no Brasil. Segundo o MP, esse cenário não pode servir de justificativa para aumentos imediatos nas bombas sem explicação.
Em Porto Alegre do Norte, o Ministério Público atuou junto com a Polícia Civil em uma operação e emitiu orientações aos postos. A recomendação é que, em caso de falta de combustível, serviços essenciais — como saúde, segurança e transporte — tenham prioridade no abastecimento. Procons também foram acionados para reforçar a fiscalização.
Já em Água Boa, a investigação começou após um aumento considerado “repentino e desproporcional” nos preços, registrado logo após notícias sobre ações militares dos Estados Unidos contra o Irã. A suspeita é de possível combinação de preços entre postos, o que pode configurar cartel e outros crimes econômicos.
Se confirmadas irregularidades, os responsáveis podem responder nas esferas criminal, administrativa e cível, incluindo pagamento de multas e indenizações coletivas.
Em Querência, o MP abriu procedimento para apurar aumentos antecipados, baseados apenas na expectativa de desabastecimento. Os postos foram obrigados a apresentar, em até 72 horas, notas fiscais, histórico de preços e informações sobre estoque.
Além disso, a prefeitura foi acionada para levantar os valores praticados na cidade e ajudar na análise do caso.
As ações fazem parte da Operação Ícaro, realizada no último sábado (14) em municípios como Confresa, Canabrava do Norte e São José do Xingu. Ao todo, postos receberam notificações com orientações claras: aumento sem justificativa é ilegal e pode gerar punição.
O Ministério Público afirma que seguirá monitorando os preços e não descarta novas medidas caso sejam confirmadas práticas abusivas.
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