Por outro lado, avançou a proporção de instituições que indicaram o cenário internacional como a principal ameaça, de 11% em novembro para 19%. Com o resultado, foi revertida parte da queda que havia sido registrada pela categoria entre agosto e novembro do ano passado, quando recuou 19 pontos porcentuais.
As menções a outros riscos pela pesquisa também oscilaram entre novembro e março. A proporção de casas que indicam a "inadimplência e atividade" como o principal risco à estabilidade financeira caiu de 26% para 22%; já "demais riscos" passou de 14% para 12%. Em contrapartida, subiram as menções a "risco de mercado", de 1% para 4%, e riscos políticos, de 0% para 4%.
"Comparativamente à pesquisa anterior realizada em novembro, a avaliação das IFs pesquisadas sobre os riscos à estabilidade financeira para os três próximos anos é de percepção de acúmulo de riscos nas seguintes frentes: preocupações com a sustentabilidade da dívida pública e impactos do fiscal na política monetária; incertezas com efeitos de conflitos geopolíticos e a política econômica dos EUA; preocupações com o alto endividamento das famílias e empresas num ambiente de taxas de juros elevadas, fomentando o aumento da inadimplência; e preocupações com questionamentos e judicialização sobre a competência dos reguladores do SFN", diz o BC, no relatório da pesquisa.
O índice de confiança no Sistema Financeiro Nacional (SFN) recuou no período, de 75,59 para 74,04 pontos. "A confiança no SFN segue alta, embora com pequena queda na margem", observou o BC.
(Com Agência Estado)
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