Quinta-feira, 09 de Abril de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Quinta-feira, 09 de Abril de 2026, 14:31 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quinta-feira, 09 de Abril de 2026, 14h:31 - A | A

"PATRONO DO CRIME"

Advogado ligado ao CV é condenado a 26 anos em MT; veja quem é Pauly Dorado e histórico de casos

Apontado como “patrono do crime”, jurista acumulou episódios dentro e fora do sistema prisional antes da sentença

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

O advogado Pauly Ramiro Ferrari Dorado foi condenado a 26 anos e 1 dia de prisão em regime fechado por envolvimento com o crime organizado em Mato Grosso. A decisão desta quarta-feira (8), do juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop (480 km de Cuiabá) o responsabilizou por crimes como organização criminosa, associação para o tráfico, comércio ilegal de arma de fogo, extorsão, falsidade ideológica e exploração de prestígio.

Preso desde abril de 2025, durante a Operação Patrono do Crime, Pauly ganhou notoriedade ao ser apontado como integrante do Comando Vermelho (CV), atuando com apoio jurídico à facção. A sentença consolida o que até então era tratado como suspeita nas investigações.

LEIA MAIS: Advogado tenta habeas corpus, mas desembargador nega relaxar prisão

De acordo com os autos, ele utilizava o conhecimento técnico da advocacia para favorecer a organização criminosa, o que levou à classificação de sua atuação como uma distorção da função profissional.

Antes da condenação, o advogado já havia protagonizado uma série de episódios que ampliaram a repercussão do caso. Em junho de 2025, se envolveu em uma briga dentro da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, com outro advogado preso. A confusão teria sido motivada por desentendimentos relacionados à convivência na cela e resultou em ferimentos e abertura de procedimento disciplinar.

LEIA MAIS: Advogado que teria liderado tráfico que movimentou R$ 100 milhões vai para presídio

Meses depois, os dois voltaram a causar tumulto na unidade ao quebrar objetos e exigir melhorias como ar-condicionado e acesso a academia, o que gerou nova intervenção da Polícia Penal.

Além dos fatos ligados ao sistema prisional, Pauly também havia sido condenado anteriormente por embriaguez ao volante, em um caso registrado em 2022. Na ocasião, recebeu pena de seis meses em regime aberto.

LEIA MAIS: Advogados ‘surtam’ em cela e exigem academia e ar-condicionado em penitenciária

Durante a tramitação do processo principal, a defesa tentou reverter a prisão por meio de habeas corpus, mas os pedidos foram negados pelo Judiciário, que manteve a custódia preventiva até a conclusão da ação penal.

Na sentença, o juiz destacou a gravidade dos crimes e o papel relevante exercido pelo advogado dentro da organização criminosa, fatores que contribuíram para a fixação da pena em regime fechado.

Pauly permanece preso e deve cumprir a pena em unidade prisional do Estado.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros